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Internacional

Violência na Nigéria e no Quénia é destaque na imprensa alemã

A permanência das tropas alemãs no Mali, os impasses no caso da sudanesa Mariam Ibrahim e o crime organizado misturado aos radicais islâmicos no continente também ocuparam as páginas dos jornais do país.

Die tageszeitungdeu destaque nesta semana a permanência dos soldados alemães no Mali. O parlamento definiu o prolongamento da missão do exército alemão por mais um ano no país africano.

Atualmente a Alemanha tem 230 soldados colaborando com a ONU - 172 estão no Mali. O papel da Alemanha continuará a ser a formação e treinamento dos soldados das tropas locais.

Apesar da decisão pela permanência dos soldados no país, a votação serviu para críticas contundentes de parlamentares da oposição à política externa alemã para a África.

Violência e corrupção

O Süddeutsche Zeitung publicou nesta semana o editorial de Tobias Zick, com o título “Os males da África”. O trecho aborda a atual situação de violência na Nigéria e no Quénia.

Kenia Anschlag im Dorf Witu bei Lamu 24.06.2014

O massacre de Witu, no litoral queniano

“Os dois países africanos tem agora notícias diárias de ataques, sequestros e massacres. Ambos os países são considerados âncoras de estabilidade em suas respectivas regiões. Tem experimentado crescimento econômico considerável nos últimos anos e enviado soldados para outros conflitos no continente”, diz o editorial.

O artigo também lembra que são países na lista dos mais corruptos ou frágeis– seja em nível global ou continental. “A corrupção mostra-se claramente como um falha de Estado que pode ter repercussão na segurança internacional”, escreve Zick.

O mesmo periódico apresentou a reportagem “O pequeno príncipe”, de Dominik Prantl. O texto fala do monte Meru, no Quénia, de 4566 metros de altura. É descrito como um bom lugar para se preparar para escalar o Kilimanjaro. No entanto, existe apenas uma coisa que a pessoa não pode fazer: subestimá-lo.

Sudan Christin Meriam Ibrahim mit Kind & Familie

Família de Meriam Ibrahim

O texto conta que a escalada do Meru é considerada, em um primeiro momento, bastante simples pelos aventureiros. No entanto, a medida em que o caminho é percorrido, as dificuldades no terreno começam a surgir e acabam tornando a escalada uma atividade complicada, mesmo para quem está acostumado com o esporte.

“A área do cume não é tão confortável quanto a dos montes vizinhos . Alguns guias de escaladas locais preferem fazer o Kilimanjaro e se recusam a trabalhar com o Meru, porque ele é mais íngreme – guarda um vulcão adormecido que mostrou pela última vez a sua força em 1877. Mas ele moldou o país a milhares de anos com a suas erupções”, escreve Prantl.

Radicalismo lucrativo

David Signer, do Neue Zürcher Zeitung, publicou uma a resenha do livro “Guerra Santa, Santo lucro” (na tradução livre), do jornalista Marc Engelhardt, sobre o jihadismo em África. O texto salienta que os terroristas islâmicos não são apenas motivados pelo fanatismo religioso, mas também pela ganância.

Muitas vezes, a religião cobre a realização de crimes comuns. Signer expõe o pensamento do correspondente alemão Marc Engelhardt – já há muitos anos trabalhando com temas africanos.

Nigeria Protest Boko Haram Entführung

Protesto contra Boko Haram

“A versão oficial de propagação do Islão fica na verdade em um segundo plano entre os jihadistas no Mali, Somália e Nigéria. No primeiro plano, está mesmo o fato de se tratarem de terroristas e criminosos que estão focados em dinheiro e negócios”, escreve Engelhardt.

O mesmo jornal publicou o texto “A crítica internacional ao Sudão”. A matéria de Christian Putsch, da Cidade do Cabo, relata o caso da cristã sudanesa Mariam Ibrahim, que já se incorpora a crise diplomática entre o Sudão e o Sudão do Sul. Depois de condenada à morte, ela foi libertada após pressão internacional. Mais tarde, ela voltou a ser presa quando estava de partida para o Sudão e liberada novamente.

A sudanesa Mariam Ibrahim, de 27 anos, foi condenada por converter-se ao cristianismo e teve o veredito anulado. As autoridades a acusam de ter apresentado documentos no aeroporto de Cartum, que teriam sido emitidos indevidamente pelo Governo do Sul do Sudão. Ibrahim é casada e tem dois filhos.

Ouvir o áudio 03:13

Violência na Nigéria e no Quénia é destaque na imprensa alem

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