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Angola

Vigília em Lisboa insiste na libertação de ativistas angolanos

Centenas de pessoas concentraram-se quarta-feira (21.10), na capital portuguesa, para pedir "Liberdade Já" para ativistas detidos em Angola. Amnistia Internacional reúne-se com ministro Rui Machete para falar do caso.

Não querem que a chama se apague. Querem evitar o silêncio e tudo fazem para pressionar o Governo angolano a libertar os 15 ativistas angolanos presos há cerca de quatro meses, apesar do prazo para a prisão preventiva já ter sido ultrapassado. Por isso, os manifestantes voltaram à rua para mais uma vigília, no Rossio, centro da capital portuguesa, para exigir liberdade já para Luaty Beirão, em greve de fome há mais de um mês, e os seus companheiros.

Várias figuras da vida política e cultural portuguesa juntaram-se à vigília, entre as quais o analista político José Pacheco Pereira. "Acho que a pressão internacional tem um papel. Estes regimes muitas vezes respondem tarde e amas horas. Pode haver algumas concessões agora, mas o problema de fundo é que não há razão nenhuma para estas perseguições políticas".

Francisco Louca

Francisco Louçã, do Bloco de Esquerda

Para Francisco Louçã, do Bloco de Esquerda (BE), partido da oposição portuguesa, "o que Luaty Beirão tem feito é enorme do ponto de vista da democracia". O ativista "Luaty Beirão merece ser libertado e enfrentar as suas acusações, que ele vencerá naturalmente na Justiça. E Angola merece ter esta rebeldia e a grandeza destes jovens".

Pela noite dentro, enquanto decorria outra vigília frente ao Consulado no Porto, os manifestantes, apoiados por várias associações da sociedade civil, defensoras dos direitos humanos, repudiaram a prisão dos ativistas angolanos e condenaram a postura do Governo de José Eduardo dos Santos perante este caso.

Amnistia reúne-se com MNE

Presente na vigília esteve a diretora executiva da Amnistia Internacional Portugal. Teresa Pina encontra-se na manhã desta quinta-feira (22.10) com o chefe da diplomacia portuguesa para fazer "um pedido muito concreto" a Rui Machete. A organização quer que o ministro dos Negócios Estrangeiros interceda junto do Governo de Angola a favor da libertação dos 15 ativistas.

"Sendo um caso de direitos humanos e sendo Portugal membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU desde janeiro, tem de estar à altura dos compromisso que assumiu", defende Teresa Pina. Por exemplo, o de "respeitar a universalidade e a indivisibilidade dos direitos humanos", diz.

Ouvir o áudio 02:30

Vigília em Lisboa insiste na libertação de ativistas angolanos

Não faltam críticas à postura e ao silêncio do Governo português. A indignação dos que se associam às manifestações é clara. De vários quadrantes da sociedade portuguesa, há um voto de condenação e apelo à libertação dos presos, cujo julgamento está marcado para o próximo mês de novembro.

As iniciativas pela libertação dos ativistas políticos multiplicam-se também através de petições, abaixo-assinados e posts nas redes sociais. Esta quinta-feira (22.10) e sexta-feira (23.10), respetivamente frente à Embaixada e ao Consulado de Angola em Lisboa, estão marcadas novas concentrações.

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