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Moçambique

Vandalismo e detenções marcam caça ao voto na Zambézia

Na província da Zambézia, em Moçambique, atos de vandalismo e violência culminaram com a detenção de apoiantes da RENAMO e do MDM durante a campanha eleitoral em curso. A polícia promete fazer valer a lei para todos.

Em Quelimane, cinco membros e simpatizantes da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o maior partido da oposição, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a segunda maior força da oposição, foram presos.

Segundo informou esta segunda-feira (15.09) a porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província central da Zambézia, Elsídia Filipe, os detidos acusados de se envolverem em ações de vandalismo de material de propaganda da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o partido no poder.

Mosambik Elsidia Filipe Polizeisprecherin in Zambezia

Elsídia Filipe, porta-voz da Polícia da República de Moçambique na Zambézia

De acordo com a porta-voz, que falava em conferência de imprensa, o número de detidos é referente aos primeiros 13 dias do arranque da campanha eleitoral que teve início a 31 de agosto último.

"Estes ilícitos eleitorais, em número de sete, configuram-se em danos em material de propaganda eleitoral", afirmou Elsídia Filipe. "Estamos a falar de inutilização ou vandalização de material eleitoral nas suas diversas formas ou manifestações", precisou.

Polícia promete medidas duras

De acordo com Elsídia Filipe, a PRM não vai hesitar em aplicar duras penalizações contra os membros de partidos políticos que cometerem qualquer irregularidade durante o período eleitoral. "Seremos implacáveis ao termos que fazer cumprir a lei, neste caso para todos", avisou.

Mosambik Manuel Chizione

Manuel Chizione, diretor de campanha do MDM

Tanto a RENAMO como o MDM, cujos apoiantes são acusados de terem cometido os crimes, afirmam que os seus membros nunca estiveram envolvidos em atos ilícitos relacionados com a retirada de panfletos de partidos adversários.

Manuel Chizione, diretor da campanha do MDM, refuta dizendo que, pelo contrário, os membros do partido no poder, a FRELIMO, são os protagonistas desses atos.

"A cada dia que passa, os nossos panfletos estão a ser vandalizados. Por isso, nem com a vandalização dos nossos materiais, dos nossos panfletos, nós vamos chegar ao poder. O caminho é único: a vitória. Quem se está a vingar é o partido no poder", acusa.

RENAMO nega acusações

Abdala Ussufo, delegado político da RENAMO na Zambézia, disse que nenhum dos seus membros está ou esteve preso pela Polícia acusado de destruição de material de propaganda de outros partidos.

Mosambik Abdala Ussufo Vertreter von Renamo in Zambezia

Abdala Ussufo, delegado político da RENAMO na província da Zambézia

"Nós pautamos pela educação cívica, não podemos ir contra a conduta de civismo. Não é altura de provocar o outro, cada um deve dedicar-se na expansão da sua informação, aquilo que aparece no manifesto de cada partido", garante o delegado.

Abdala Ussufo prefere deixar tudo nas mãos dos eleitores, acrescentando que "o povo, os simpatizantes têm a voz de mudar tudo aquilo que é negativo."

Entretanto, a Polícia na Zambézia reitera uma campanha eleitoral ordeira: "O comando provincial da Zambézia reitera o que está previsto na lei, que é a sua neutralidade política, imparcialidade."

Ouvir o áudio 02:36

Vandalismo e detenções marcam caça ao voto na Zambézia

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