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NOTÍCIAS

Usurpação de terras e "falsas promessas" em Moçambique

Organizações não-governamentais denunciam que a multinacional norueguesa Green Resources Moçambique usurpou terras aos camponeses nas províncias de Nampula, Niassa e Zambézia. Em causa estão mais de 500 mil hectares.

Trata-se de uma vasta área que abrange as províncias da Zambézia, no centro, e Nampula e Niassa, no norte de Moçambique, denunciam as ONG Livaningo, Justiça Ambiental e União Nacional dos Camponeses.

A empresa norueguesa Green Resources Moçambique "usurpou terras" aos camponeses "com pretensões falsas, com promessas de compensações que nunca aconteceram", conta Anabela Lemos, da Justiça Ambiental.

Ouvir o áudio 02:28

Usurpação de terras e "falsas promessas" em Moçambique

A União Nacional dos Camponeses diz que a multinacional, que se dedica ao plantio de eucaliptos e pinheiros, está a explorar terras fora das áreas concedidas.

"Não estão a honrar com os seus compromissos", afirma o diretor executivo da organização, Luís Muchanga.

Estas terras terão de ser devolvidas aos camponeses porque "o nível de recompensa que foi feito às comunidades não foi justa e os acordos feitos foram verbais", argumenta Muchanga.

Indemnizações inferiores a um euro

Os camponeses foram compensados com valores abaixo de um euro, de acordo com a Livaningo. Segundo a gestora de programas da organização de defesa de meio ambiente, Sheila Rafi, o Governo do distrito de Ribaué tem enviado cartas à empresa a solicitar a resolução destes conflitos e a revisão da tabela de compensação. "A Green Resources recebe continuamente as cartas e os apelos e dizem que estão a tratar, mas não estão a tratar", conta.

A multinacional norueguesa fez uma série de promessas às comunidades, como por exemplo a construção de centros de saúde, escolas, e pontes. "Tantas coisas que não aconteceram", lembra Sheila Rafi. "Queríamos que a empresa abrisse as portas para conversarmos", diz.

Numa conferência de imprensa para apresentar as queixas das organizações, a multinacional norueguesa não esteve presente. A DW tentou esta sexta-feira (05.05) contactar a empresa, sem sucesso.

Em 2016, a empresa já se tinha desentendido com as comunidades das áreas abrangidas devido ao desgate dos solos provocado pela rega de eucaliptos e pinheiros.

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