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Angola

UNITA diz que as reivindicações dos ex-militares têm apoio do partido

Na sequência das manifestações organizadas por ex-militares, na quarta-feira da semana passada, em Luanda, 51 veteranos de guerra de Angola estarão detidos numa Unidade da Polícia Judiciária Militar.

Ein angolanischer Soldat mit einer Kalaschnikow steht vor sowjetischen Boden-Luft-Raketen in Cuito Cuanavale. (Februar 1988). Nach dem Aufstand gegen die portugiesische Kolonialherrschaft erhielt Angola im Januar 1975 seine erste eigene Regierung, an der alle drei Befreiungsbewegungen (MPLA, UNITA, FNLA) beteiligt waren. Noch vor der formellen Unabhängigkeit am 11.11.1975 kam es zu militärischen Auseinandersetzungen zwischen den Gruppen. Die marxistisch orientierte MPLA konnte sich mit sowjetischer und kubanischer Unterstützung gegen die prowestliche Unita und die FNLA durchsetzen und stellte den Staatspräsidenten. Die Kämpfe gingen unvermindert weiter. Ab 1980 erhielt die Unita Unterstützung durch südafrikanische Truppen. Verhandlungen Ende der 80er Jahren führten 1991 zum Friedensvertrag von Estoril. Nach den ersten Mehrparteien-Wahlen 1992 entbrannte der Bürgerkrieg erneut.

Angola Befreiungsbewegung FNLA 1988

Os militares desmobilizados exigiram na manifestação o pagamento de pensões de invalidez e outros subsídios, bem como a sua integração na segurança social. Os veteranos de guerra agora detidos, notícia confirmada pela UNITA (maior partido da oposição), pertenceram na sua maioria às FAPLA, o braço armado do MPLA (partido no poder), mas também ex-militares da UNITA e da FNLA, desmobilizados em 1992, estando muitos deles com 50 anos de idade e alguns até deficientes de guerra.

Dez anos depois do fim da guerra, ex-militares esperam reinserção social

Apoiantes da UNITA nas primeiras eleições em Angola em Setembro de 2008

Apoiantes da UNITA nas primeiras eleições em Angola em Setembro de 2008

Para Alcides Sakala, da UNITA, a manifestação é um indicador muito importante, principalmente quando se sabe que a maioria dos ex-militares serviu nas fileiras do MPLA, o partido no poder. "São esses ex-soldados que hoje, dez anos depois do fim da guerra civil, ainda não viram os seus problemas resolvidos no quadro da desmobilização e da reinserção social", explica.

A direção da UNITA, o maior partido da oposisão em Angola, defende que esta situação deve ser acompanhada com muita atenção porque "os ex-militares procuram através de instrumentos legais reivindicar os seus direitos. "Uma delegação do partido encontrou-se no sábado (23.06) com as autoridades para poder comprrender a situação em que se encontram os detidos e foi-nos dito que eventualmente começaria esta segunda feira uma auscultação desses militares pela Procuradoria Geral", disse Sakala, em entrevista à DW África.

Segundo Alcides Sakala, as reivindicações dos ex-militares têm todo o sentido de existir e por isso " elas têm todo o apoio da direção da UNITA. Encorajamos os ex-militares a prosseguir porque elas são legítimas". Para o porta-voz da UNITA, "a reinserção social condigna dos ex-militares, que deram as suas vidas por Angola nos momentos mais difíceis é a expressão mais alta da reconciliação nacional".

Veteranos de guerra descontentes com situação precária

Trata-se da segunda manifestação do género depois da do dia 07.06 onde terão participado cerca de três mil desmobilizados que também exigiram o pagamento dos subsídios a que consideram ter direito e a integração na Caixa de Previdencia e Segurança Social do Ministério da Defesa, em vez de continuarem inscritos nos serviços de segurança social dos Antoigos Comnbatentes ou do regime geral, tuitelado pelo ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social.

Muitos dos ex-militares são deficientes de guerra, vítimas de explosões de minas

Muitos dos ex-militares são deficientes de guerra, vítimas de explosões de minas

Alcides Sakala deixa claro na sua entrevista à DW África que as manifestações dos ex-militares "estão a ganhar dimensões muito maiores", daí que o seu partido tenha alertado o governo de Luanda "para a necessidade urgente de solucionar o problema porque o movimento reivindicativo pode espalhar-se pelo país todo". "Angola tem dinheiro, Angola tem capacidade para resolver os problemas desse tipo, desde que haja vontade política", destacou.

"Agitadores" acusados de terem infiltrado a manifestação

Confrontado com as acusações feitas por uma fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (EMGFAA) de que a manifestação do dia 20 foi "infiltrada por agitadores", Alcides Sakala considerou que se "trata de uma tendência que já conhecemos de procurar sempre bodes expiatórios". O porta-voz da UNITA acrescentou que o seu partido recomenda que se deveria evitar esse tipo de acusações, "que em nada ajudam na solução desse e de outros problemas".

Entretanto, a UNITA, segundo Sakala, já fez um apelo aos antigos países da "troika" de observadores para Angola, nomeadamente Portugal, USA e Rússia, mas também à UE, à União Africana e a ONU para que pressionem o governo de Luanda no sentido de serem respeitados os compromissos assumidos no quadro dos vários acordos de paz, e isto como prevenção dos conflitos.

Autor : António Rocha
Edição: Renate Krieger

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