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Angola

UNITA denuncia "clima de impunidade" no Huambo

No início de fevereiro, três militantes da UNITA foram espancados por membros do partido no poder, o MPLA, denuncia Liberty Chiyaka, secretário provincial do maior partido da oposição angolana no Huambo.

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Praça central na cidade do Huambo (fotografoa de março de 2009)

Tudo aconteceu na véspera do dia do início na luta armada de libertação nacional, 4 de fevereiro. Três militantes da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) foram convocados para uma reunião, supostamente para falarem do provável pagamento das suas pensões de ex-combatentes. Mas a reunião não aconteceu, conta o secretário provincial da UNITA no Huambo.

Liberty Chiyaka diz que militantes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que estavam no local da suposta reunião, obrigaram os membros do partido da oposição a entregar os cartões de filiação partidária e ingressar no partido no poder. Como eles se recusaram, foram espancados, afirma o responsável do partido do "Galo Negro".

UNITA Flagge auf einer Kundgebung in Huambo in Angola

Comício da UNITA no Huambo em fevereiro de 2014

A polícia foi chamada ao local e os membros da UNITA acabaram por ser presos, alegadamente por desacato à ordem pública.

"Estão detidos três senhores, membros da UNITA: Raimundo Tomas Chimbiri, ex-militar da UNITA com a patente de capitão, João Fio Toqueca, ex-militar com a patente de tenente e o soba António Jamba, proveniente da comuna de Samboto, que nem sequer sabia da referida concentração. Esta é a triste realidade que se vive no Huambo", diz Chiyaka.

"O problema da província é a incompetência dos governantes locais, além da falta de convicções democráticas."

"Lei de impunidade"

O secretário provincial da UNITA no Huambo critica ainda a "lei de impunidade" no país, face a situações deste género.

"Aqui, o valor da vida de um angolano da UNITA parece ser inferior ao de outros angolanos. Ele pode ser assassinado, humilhado e sofrer sevícias – infelizmente, a realidade é esta. Em doze anos de paz houve 28 assassinatos e centenas, se não milhares, de detenções", conclui Liberty Chiyaka.

O arcebispo emérito da Arquidiocese do Huambo, dom Francisco Viti, diz que Angola, incluindo os seus governantes, precisa de aprender a fazer e ouvir críticas construtivas.

Ouvir o áudio 02:49

UNITA denuncia "clima de impunidade" no Huambo

"O país precisa de aprender o valor da crítica construtiva. O 'bem' é sempre o 'bem' e merece louvor, quer pelos que estão no poder, quer por aqueles que estão na oposição", afirmou. "Este é o espírito que vai levantar Angola e torná-la grande".

A DW África tentou ouvir o secretariado provincial do MPLA no Huambo bem como o comando da polícia local, mas ambos negaram-se a prestar quaisquer declarações sobre o assunto.

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