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Angola

UNITA apela à participação dos angolanos em protesto contra Governo

A UNITA analisou hipótese de a manifestação ser cancelada por sugestão do ministro do Interior, Ângelo Viegas, mas decidiu levar o protesto avante. O MPLA acusa o partido da oposição de "pretender regressar à guerra".

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Protesto da UNITA em agosto de 2012

A manifestação convocada para este sábado (23.11), pelo maior partido da oposição em Angola, a União para a Independência Total de Angola, UNITA, com o objetivo de exprimir a sua indignação contra os assassinatos políticos, particularmente, de dois cidadãos – Alves Kamulingue e Isaías Cassule –, alegadamente assassinados por efectivos dos serviços secretos, vai mesmo ter lugar, garantiu em conferência de imprensa, esta sexta-feira (22.11) o presidente daquele partido, Isaías Samakuva.

As declarações de Samakuva foram feitas após uma reunião da direção do seu partido, que analisou a hipótese de a manifestação em Luanda ser cancelada por sugestão do ministro do Interior, Ângelo Viegas, que alegou razões de segurança.

Um ato pacífico contra a vontade do Governo

Proteste gegen die Regierung Angolas

Polícia impede cidadãos de realizarem uma manifestação em Luanda, em setembro

O presidente da UNITA apelou aos angolanos para que não tenham medo de participar na manifestação, já que esta “é a única forma de protestar contra a escravatura e os atos hediondos que têm sido cometidos pelo Governo do MPLA”. “Estamos aqui para garantir a todos os angolanos que a manifestação vai sair à rua, porque tudo o que queremos fazer é um ato pacífico“, afirmou Samakuva, na conferência de imprensa.

Desde que a UNITA convocou esta manifestação, o MPLA, partido do presidente José Eduardo dos Santos, e os órgãos de comunicação social estatais como a Televisão Pública e a Rádio Nacional de Angola, têm estado a desenvolver uma campanha, acusando a UNITA de pretender regressar à guerra.

Ouvir o áudio 03:29

UNITA apela à participação dos angolanos em protesto contra Governo

“Organizados e serenos, os populares e membros da sociedade civil luandense apelam à união de todos para na preservação da paz e estabilidade política no país. Voltar à guerra, jamais”, pode ouvir-se, desde quinta-feira (21.11), na Rádio Nacional de Angola. Apesar disso, o advogado e político da oposição David Mendes garante que nada o fará desistir e apela à participação de todos os angolanos no protesto: “Vamos todos para a rua, sem nenhuma bandeira política, com uma vela, e vamos dizer ‘basta!‘ “.

Confirmada participação do Movimento Revolucionário

O presidente do PDP-ANA, Sindiangui Mbimbi, lembra o assassinato do fundador do seu partido, Nfupinga Landu Victor, cujos autores não foram revelados pelas autoridades até aos dias de hoje. “O meu pai dizia o seguinte: por maior que seja a vassoura, nunca acaba a areia no chão, o que significa que o MPLA pode matar o Nfupinga, o Savimbi, o Kamulingue, o Cassule e não vai acabar com os angolanos”, diz o dirigente.

Wahl Angola

Protesto em 2012, contra irregularidades nas eleições gerais de Angola

O Movimento Revolucionário também garantiu a sua presença na manifestação convocada pela UNITA. O adolescente Nito Alves, que esteve preso durante 55 dias por alegada injúria ao presidente José Eduardo dos Santos, confirma a sua participação na manifestação. “Sábado, dia 23, estarei lá no Largo da Independência, a pedir as ossadas de Cassule e Kamulingue “, garante Nito Alves.

O Ministério do Interior aconselhou a UNITA a cancelar a manifestação. De acordo com o porta-voz da Policia Nacional, Aristófones dos Santos, os dados na posse da polícia “indicam a necessidade de não haver esta manifestação”.

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