Ulisses Correia e Silva nega que Cabo Verde esteja a atravessar crise alimentar | Cabo Verde | DW | 09.06.2018
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Cabo Verde

Ulisses Correia e Silva nega que Cabo Verde esteja a atravessar crise alimentar

Primeiro-ministro cabo-verdiano nega que exista “problema de emergência alimentar” no seu país depois da FAO ter colocado Cabo Verde na lista de países a necessitar de assistência alimentar externa.

A organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) incluiu Cabo Verde na lista de países a necessitar de assistência alimentar externa, mas as autoridades cabo-verdianas asseguram que a situação não é de crise alimentar.

De acordo com o mais recente relatório da organização sobre colheitas e situação alimentar no mundo, o agravamento de conflitos e as condições climáticas adversas aumentaram para 39 o número de países a necessitar de ajuda alimentar externa - mais dois [Cabo Verde e Senegal] do que em março.

No mesmo relatório, a FAO indica que Cabo Verde está entre os países com "quebra excecional de produção de alimentos". Facto este que fica a dever-se ao fraco ano agrícola de 2017 e à "significativa perda" de cabeças de gado.

Mosambik Landwirtschaft in Inhambane (DW/L. da Conceicao)

Governo cabo-verdiano nega crise alimentar

Governo cabo-verdiano nega crise alimentar

De visita a São Tomé e Príncipe, o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva assegurou que o país não está a atravessar uma crise alimentar. "Não há um problema de emergência alimentar, quer dizer de crise de alimentos para os cabo-verdianos, isto não existe", afirmou o Chefe de Estado em declarações à Televisão de Cabo Verde (TCV).

Para Ulisses Correia e Silva, a integração na referida lista resulta "do impacto da produção agrícola e pecuária e o efeito direto nas pessoas que vivem dessas atividades, devido, principalmente, ao mau ano agrícola de 2017".

Cabo Verde atravessa uma das piores secas das últimas décadas, tendo em aplicação um programa de emergência para o qual mobilizou 10 milhões de euros junto dos parceiros internacionais. Já em fevereiro deste ano, um estudo do Escritório das Nações Unidas para Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) realizado no país apontava para que cerca de 140 mil pessoas estavam em risco de ficar em situação de vulnerabilidade nutricional aguda no país se não chovesse.

Dos 39 países da lista, 31 localizam-se em África e, entre os países lusófonos, além de Cabo Verde consta também Moçambique. Os conflitos persistentes e a queda irregular de chuva originaram uma quebra recorde de 1,5% na produção anual de cereais a nível mundial.

A FAO estima que 192 mil (35% da população) pessoas necessitaram de assistência alimentar entre março e maio, sobretudo devido aos défices de produção agrícola e pecuária. O mesmo relatório indica que entre junho e agosto, a habitual época das chuvas, esse número possa descer para as 80 mil pessoas.

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