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Internacional

Uganda sob tensão antes das eleições gerais

A tensão aumenta no Uganda a poucas horas das quintas eleições gerais no país. Esta semana, uma pessoa morreu durante confrontos entre a polícia e apoiantes do principal adversário do Presidente Yoweri Museveni.

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Polícia lançou gás lacrimogéneo para dispersar protesto da oposição na segunda-feira, 15 de fevereiro

Espera-se que Yoweri Museveni, no poder há 30 anos, seja reeleito nas eleições gerais de quinta-feira (18.02). Mas vários analistas acreditam que a votação pode ser a mais renhida da história do país. Os principais adversários do Presidente ugandês são Kizza Besigye, figura popular da oposição, e Amama Mbabazi, seu antigo primeiro-ministro. Ambos atraíram grandes multidões durante a campanha eleitoral. Ao todo, oito candidatos concorrem à Presidência.

Esta terça-feira, no último comício na capital ugandesa, Yoweri Museveni garantiu aos seus apoiantes que nada vai interromper a paz que ele e o seu partido, o Movimento de Resistência Nacional (NRM, em inglês), trouxeram ao país nas últimas décadas.

Yoweri Museveni Präsident Uganda

Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, está há 30 anos no poder

"Ninguém deve assustar-vos", afirmou Museveni perante uma multidão em Kampala. "Poderão ver o que faremos a quem tentar causar violência. Se querem violência, essas pessoas devem sair do Uganda e ir para outro lugar."

Museveni, de 71 anos, chegou ao poder através de um golpe de Estado, em 1986, mas só dez anos depois foi eleito pela primeira vez. Inicialmente, declarava-se contra os presidentes africanos que se mantinham por muito tempo no cargo.

Durante a campanha, o Presidente, que concorre a um quinto mandato, foi espalhando por todo o país uma mensagem de desenvolvimento e prosperidade para todos: "A mensagem do Movimento de Resistência Nacional é que a união traz força, a força cria paz, a paz traz desenvolvimento, o desenvolvimento traz riqueza e a riqueza cria empregos. Mas para ocupar os postos de trabalho é preciso ter competências e, por isso, vamos criar mais escolas técnicas."

Morte e detenção nas vésperas das eleições

O maior adversário de Museveni nesta corrida é Kizza Besigye, que foi seu médico pessoal.

Na segunda-feira, o candidato do Fórum para a Mudança Democrática (FDC) foi detido durante algumas horas, quando tentava entrar na capital com seguidores, numa marcha que, segundo a polícia, não foi autorizada. Uma pessoa morreu e várias ficaram feridas durante confrontos entre as forças de segurança e os apoiantes de Besigye.

Uganda Kizza Besigye Politiker Opposition

Opositor ugandês Kizza Besigye

No último dia de campanha, o líder da oposição esteve nos arredores da capital, onde fez várias paragens para falar com simpatizantes. Desta vez, a equipa de Besigye combinou com a polícia a rota a seguir, de forma a evitar conflitos com as autoridades.

Besigye pediu aos seus apoiantes para afluírem em grande número às urnas no dia da votação. Ao mesmo tempo, acusou o presidente da Comissão Eleitoral, Badru Kiggundu, de parcialidade: "O professor Kiggundu e porta-vozes da Comissão Eleitoral fizeram repetidamente declarações para denegrir os candidatos da oposição. Numa entrevista televisiva, Kiggundu disse que, se dependesse dele, eu não seria indicado [para concorrer ao cargo]. Isto é ultrajante."

Amama Mbabazi, ex-primeiro-ministro de Museveni, realizou o último comício na Universidade de Makerere, prometendo que só seria Presidente durante cinco anos e que iria transferir o poder para a juventude.

Eleições livres e justas?

Entretanto, um grupo de observadores locais diz ter reunido provas de brutalidade policial e de suborno de eleitores pelos candidatos.

"Como observadores, temos registado incidentes de abusos e não hesitaremos em fazer uso desta informação se surgirem problemas", disse Livingston Sewanyana, membro da Rede de Cidadãos Observadores Eleitorais. "Quem não cumprir a lei será responsabilizado. Estamos prontos a fornecer provas documentais a quem quiser recorrer aos tribunais."

Ouvir o áudio 04:00

Uganda sob tensão antes das eleições gerais

Observadores internacionais, entre os quais o antigo Presidente tanzaniano Hassan Mwinyi e o ex-chefe de Estado nigeriano Olusegun Obasanjo, já chegaram ao Uganda para acompanhar as eleições de quinta-feira.

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