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Internacional

Uganda: ONU pede 1,8 milhões de euros para ajudar refugiados

Termina esta sexta-feira (23.06), na capital do Uganda, a Cimeira de Solidariedade com os Refugiados que pretende angariar fundos para ajudar os cerca de 1,3 milhões de deslocados que estão, atualmente, no Uganda.

A denominada "Cimeira de Solidariedade com os Refugiados” - um evento convocado, em conjunto, pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e pelo Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, à margem da 28ª Cimeira da União Africana, em janeiro do corrente ano -,  tem como objetivo angariar fundos para ajudar os cerca de 1,3 milhões de refugiados que se encontram atualmente em território ugandês.

A conferência acontece num momento crítico em que muitas organizações näo governamentais, assim como as Nações Unidas, dizem que o apoio internacional não é suficiente para ajudar todos os refugiados que têm chegado ao Uganda - o país que mais refugiados recebeu - em proporção. Atualmente, encontram-se neste território cerca de 900 mil cidadãos oriundos do Sudão do Sul, 50 mil do Burundi, 20 mil do Ruanda, 44 mil da Somália, 280 mil da República Democrática do Congo, 13 mil da Eritreia e 11 mil do Sudão. 

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Uganda: ONU pede 1,8 milhões de euros para ajudar refugiados

Richard Gowan, do Conselho Europeu para relações internacionais, dá conta que a "qualidade dos serviços prestados nos campos de refugiados ugandeses não é boa e poderá piorar”. De acordo com este responsável, no Uganda, "corre-se o risco de muitos refugiados ficarem sem qualquer tipo de apoio”.

Também António Guterres, que falava durante a abertura da Cimeira de Solidariedade com os Refugiados, em Kampala, chamou a atenção para esta realidade. "Muitos refugiados estão a dormir no chão devido à falta de camas e o Programa Alimentar Mundial (PAM) não tem recursos suficientes para proporcionar alimentos que garantam a saúde, especialmente das crianças", afirmou o secretário-geral da ONU, acrescentando que não se trata de "uma questão de solidariedade, mas sim de justiça”.

A ONU tem vindo a chamar a atenção para o problema. Já antes da Cimeira, António Guterres salientou, em Nova Iorque, que atualmente, a nível global, há mais pessoas que nunca se vêem obrigadas a abandonar as suas terras e casas, fugindo de guerras, catástrofes naturais ou perseguições políticas e outras.

Uganda Bürgerkrieg und Hunger im Südsudan treiben Menschen zur Flucht (Getty Images/D. Kitwood)

Atualmente, encontram-se no Uganda cerca de 900 mil cidadäos oriundos do Sudão do Sul, 50 mil do Burundi, 20 mil do Ruanda, 44 mil da Somália, 280 mil do Congo, 13 mil da Eritreia e 11 mil do Sudão. 

1,8 milhões de euros/ano

A Conferência de Solidariedade com os Refugiados, que reúne líderes de todo o mundo, pretende contribuir para a angariação de 1,8 milhões de euros por ano. Segundo as estimativas do secretário-geral da ONU e antigo alto comissário para os refugiados, serão assim necessários oito mil milhões de dólares para responder às necessidades mais prementes dos refugiados no Uganda, nos próximos quatro anos. "Todos os países querem, evidentemente, que os refugiados sejam apoiados, sobretudo, no Uganda, que é o país que mais refugiados recebe. É mesmo obrigatório apoiar os países que recebem refugiados, sobretudo no hemisfério sul”, afirmou António Guterres.

Russland St. Petersburg International Economic Forum Antonio Guterres (Reuters/S. Karpukhin)

António Guterres, secretário-geral da ONU

Na quinta-feira (22.06), a União Europeia prometeu contribuir com 85 milhões de euros para ajudar o Uganda.

De acordo com as estimativas da ONU, cerca de 20 milhões de pessoas em África sofrem de fome ou nutrição deficiente. As Nações Unidas dizem que para resolver os problemas mais prementes seriam necessários cerca de 30 mil milhões de dólares.No entanto, até agora a organização recebeu apenas um quarto desse montante.

A ONU tem esperança de que o financiamento das suas missões continue a ser possível e espera também que a conferência de Uganda dê um contributo significativo. Pretende-se emitir um sinal à comunidade internacional de que é necessário mostrar mais solidariedade com os refugiados e com os países que lhes abrem as portas.

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