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Internacional

Uganda: julgamento de Kizza Besigye adiado

O julgamento de Kizza Besigye, líder do principal partido da oposição no Uganda, deveria ter começado hoje, mas foi adiado por “questões de segurança”. Besigye foi detido em fevereiro e é acusado de traição.

O líder do Fórum para a Mudança Democrática (FDC, o principal partido da oposição no Uganda), Kizza Besigye, não compareceu hoje (01.06) no tribunal, onde iria ter início o seu julgamento por traição.

Lino Anguzu, Procurador-Geral da República, disse ao tribunal de Nakawa que “Besigye não poderia ser transportado por questões de segurança”. A audiência foi adiada para 15 de junho.

Besigye foi acusado formalmente de traição em maio, por ter contestado os resultados das eleições e ter organizado a sua própria cerimónia de tomada de posse como Presidente do Uganda.

O líder do FDC contesta os resultados das eleições de fevereiro deste ano e pede uma nova contagem dos votos através de uma auditoria independente. Besigye ficou em segundo lugar nas eleições, perdendo para Yoweri Museveni, no poder desde 1986.

Jovens detidos por distribuírem t-shirts de apoio

Meios de comunicação ugandeses falam sobre a prisão de três jovens durante este fim de semana, por distribuírem t-shirts de apoio a Kizza Besigye. As impressões são semelhantes aos cartazes da campanha à presidência “Hope” de Barack Obama, em 2008, do artista Shepard Fairey.

De acordo com a polícia, estes jovens fazem parte de um grupo que imprimiu 120 t-shirts “para promover protestos no Supremo Tribunal de Nakawa” à chegada do líder do FDC ao tribunal para o julgamento de hoje.

Nicholas Opiyo, advogado de direitos humanos no Uganda, afirmou à DW que estas detenções não foram feitas com a intenção de levar os jovens a tribunal. “[As detenções] foram feitas com a intenção de espalhar o medo no coração daqueles que possam fazer algo semelhante”, afirmou.

Recorde-se que em Angola, os 15 ativistas julgados por prepararem uma rebelião contra o Presidente José Eduardo dos Santos utilizaram as t-shirts das fardas prisionais para escrever frases de protesto.

Em março, membros da Central Angola 7311 imprimiram t-shirts em que cobriam as caras dos ativistas com maquilhagem de palhaço. As imagens faziam referência ao momento em que Manuel Nito Alves teria referido que o julgamento era uma "palhaçada", afirmação que lhe valeu uma condenação a seis meses de prisão por "desacatos em tribunal".

Veja as imagens na galeria.

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