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Internacional

Treze mortos em ataque em zona separatista do Senegal

Um grupo armado matou 13 jovens em Casamansa, uma região do sul do Senegal que sofre há 35 anos um conflito armado. Presidente Macky Sall classificou o ataque de "inusitada barbárie".

A Presidência do país confirmou em comunicado o ataque, que aconteceu no sábado (06.01), classificando-o como uma "inusitada barbárie".

"Este ato deliberado contra civis indefesos ocorre apenas uma semana depois do apelo solene do presidente da República (Macky Sall) a uma paz definitiva em Casamansa, sem vencedores nem vencidos", lê-se na nota de imprensa divulgada ontem (06.01) e que não aponta suspeitos.

"Elementos armados atacaram jovens que procuravam madeira numa floresta de Bayotte, nos arredores da comunidade de Boutoupa. Foram mortos 13 e dois conseguiram escapar", declarou à agência noticiosa France-Presse (AFP) fonte dos serviços de segurança em Ziguinchor, capital regional da Casamansa, ao confirmar a informação avançada em primeira mão pela agência noticiosa senegalesa (APS, oficial).

"Terão ultrapassado a zona tampão que separa as posições do exército senegalês e a dos combatentes do MFDC (Movimento das forças democráticas de Casamansa), a rebelião independentista armada”, indicou a APS, que não citou fontes.

Segundo a APS, outros nove jovens foram "gravemente feridos durante o ataque, quando Casamansa registava desde há vários anos uma acalmia".

Os corpos foram transportados para a morgue do hospital regional de Ziguinchor, para onde também foram enviados os feridos graves.

Ataque após libertação de combatentes do MFDC

Este ataque ocorreu um dia após a libertação de dois combatentes do MFDC, libertados pelo exército na sequência de uma mediação da comunidade de Sant 'Egidio de Roma entre o Estado senegalês e os combatentes do MFDC. Nos seus votos de ano novo no domingo, o chefe de Estado senegalês tinha emitido um apelo aos rebeldes de Casamansa para o prosseguimento de conversações na perspetiva de "uma paz definitiva". 

A rebelião pela independência de Casamansa, que decorre desde 1982, provocou milhares de vítimas civis e militares, a ruína económica da região e motivou ainda milhares de deslocados e refugiados.

Assistir ao vídeo 01:32

O sonho senegalês

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