1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Angola

Tranças africanas voltam a ser moda

Em Angola, muitas mulheres optam, cada vez mais, por fazer tranças africanas tradicionais, em vez de aplicar tissagens brasileiras ou postiços. Para várias, é uma questão de valorização da cultura nacional.

Elfenbeinküste Frau bei Friseur in Abidjan (Getty Images/AFP/S. Kambou)

Cabelereiras a trançar o cabelo da cliente, em Abidjan na Costa do Marfim (foto ilustrativa)

Nos salões de beleza, um pouco por toda Angola, há cada vez mais mulheres a pedir para fazer tranças tradicionais. A época festiva aproxima-se e a procura é tão grande, que os preços aumentaram. As tranças podem custar até 4.000 kwanzas (mais de 20 euros).

Angelina Isabel é uma cliente assídua de um salão de beleza improvisado no Huambo.

"Normalmente, neste mês, como tem muita aderência, elas estão a aumentar muito os preços. Pelo menos, eu vou pagar quatro mil", revela.

É caro, mas compensa, diz a cliente.

"Para mim, ser mais africana é melhor. Aconselho às mulheres, para mudar um pouco o visual, usando as nossas tranças tradicionais, o postiço de mão, tem escama também. São tranças que tornam a pessoa mais identificada", considera.

Ouvir o áudio 02:06

Tranças africanas voltam a ser moda

Grande procura

Victorina Graça trabalha há um ano como "trançadeira" e confirma que há cada vez mais mulheres a pedir para fazer tranças. Quanto aos preços, sai mais caro ao fim de semana.

"Os preços não são muito elevados, depende do tipo de tranças. Cada trança tem o seu preço. Por exemplo, as tranças de mão compridas, cobramos 3.000 kwanzas [cerca de 15 euros]. Afro, cobramos 4.000 kwanzas. Trançamos também crianças", descreve.

O negócio corre bem, de acordo com Rosalina Maurício, outra "trançadeira", que está há oito anos no ofício.

As tranças estão, de facto, na moda, segundo a profissional. E as redes sociais ajudaram.

"Muita procura, principalmente neste mês de dezembro. Acho que [as mulheres] estão a dar mais importância por causa da internet, acho eu. Há muita procura sim", afirma Rosalina Maurício.

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados