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Angola

Três executivos do grupo Bertling condenados por corrupção em Angola

Três antigos executivos da subsidiária britânica do grupo alemão Bertling foram condenados por corrupção relativa a pagamentos feitos a um empregado da petrolífera angolana Sonangol.

A sentença do tribunal londrino (20.10.) resulta de uma investigação da agência britânica Serious Fraud Office (SFO) aos negócios da Bertling, uma empresa de logística e transportes, em Angola e aos pagamentos ilícitos de cerca de 20 milhões de dólares (17 milhões de euros) a um responsável da Sonangol. 

Todos de nacionalidade alemã, Joerg Blumberg, Dirk Juergensen e Marc Schwieger foram condenados a 20 meses de prisão, com pena suspensa durante dois anos, e ao pagamento de 20 mil libras (22,3 mil euros), além de terem perdido a capacidade de assumirem cargos de administradores durante cinco anos. 

Marc Schweiger era o diretor responsável pelo mercado africano quando os pagamentos tiveram lugar, entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006, enquanto Joerg Blumberg era o diretor financeiro do grupo Bertling e Dirk Juergensen era o diretor da subsidiária da Bertling no Reino Unido.

Corrupção para conseguir contratos

Segundo o SFO, os responsáveis recorreram à corrupção para conseguir contratos com a Sonangol, porém não revelou a identidade do responsável da empresa angolana.

Ao ler a sentença no tribunal de Southward, em Londres, o juiz Jeffrey Pedgen considerou que o crime "causa um impacto ambiental significativo e prejudica a comunidade, especialmente em países em desenvolvimento, de transações de negócios decentes e honestas".

Segundo um comunicado da SFO, o juiz determinou que "cada um dos réus desempenhou um papel significativo na atividade fraudulenta, que implicou conversas e planeamento e decorreu durante um ano inteiro com proveito financeiro para a empresa".

O julgamento foi uma consequência de uma lei britânica para a prevenção da corrupção por empresas britânicas, mesmo que seja fora do Reino Unido.

Giuseppe Morreale e Stephen Emler, outros dois empregados da Bertling, declararam-se culpados, mas só vão conhecer a sentença num outro julgamento, em setembro de 2018, tal como a própria F.H. Bertling.

Um outro responsável, Ralf Petersen, também assumiu envolvimento, mas entretanto morreu, enquanto Peter Ferdinand foi ilibado.

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