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Angola

Timor-Leste quer criar consórcio petrolífero lusófono

São muitas as oportunidades para as empresas que aderirem ao projeto. Díli oferece um terço do seu território de hidrocarbonetos para exploração de blocos on-shore, assegura o ministro do Petróleo e Recursos Minerais.

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Alfredo Pires tutela a pasta do Petróleo e Recursos Minerais em Timor-Leste

O projeto lançado pelo Governo de Timor-Leste para a constituição de um consórcio petrolífero oferece muitas vantagens às empresas dos países lusófonos que aderirem. A ideia foi reforçada em Lisboa por Alfredo Pires, que tutela a pasta do Petróleo e Recursos Minerais.

"Está tudo em aberto", afirma o governante. "Esperamos que outros membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) também achem boa ideia. Alguns podem querer blocos, outros talvez queiram fazer uma refinaria."

A Timor Gap – Companhia Nacional de Timor-Leste já sondou as parceiras angolanas (Sonangol), a portuguesa (Galp) e a brasileira (Petrobras), além das entidades responsáveis pelo setor em São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

Oportunidades de negócio

A iniciativa, segundo o governante timorense, constitui uma oportunidade de negócio e de investimento na área da energia. "Pode ser um bloco de Timor-Leste ou outras atividades petrolíferas. Há várias oportunidades de negócio e há capacidades dentro do bloco CPLP que podemos trabalhar".

Ouvir o áudio 02:41

Timor-Leste quer criar consórcio petrolífero lusófono

As propostas serão apresentadas a uma equipa técnica, que avaliará o interesse das companhias estatais e privadas dos Estados membros da CPLP. "E porque não dentro do bloco?", pergunta o ministro. "Alguns têm capacidade financeira para contribuir. Outros talvez tenham capacidade para fazer estudos de viabilidade", explica.

Segundo o governante, "ainda não existem condições suficientes para declarar um contrato desse tipo, mas estão a pedir que o Governo crie um grupo técnico para analisar essa possibilidade de negócio."

O consórcio atuará nas áreas das energias renováveis e não renováveis, como forma de diversificação das fontes de produção.

Fundo Soberano de Petróleo

Na entrevista que concedeu à DW África, Alfredo Pires realça ainda a importância do Fundo Soberano de Petróleo do seu país, hoje dotado de um capital de 17 mil milhões de dólares, cuja gestão transparente constitui um exemplo a seguir pelos demais países produtores (como Angola).

Segundo o ministro, devido à boa governação, a economia timorense não sofreu as consequências da queda do preço do petróleo no mercado internacional. É uma experiência que o mais jovem país lusófono quer partilhar com os seus pares.

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