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Internacional

Terá o telemóvel contribuído para a redução da pobreza em África?

Foi há 30 anos que foi lançado pela primeira vez no mercado. Desde então, o telemóvel revolucionou a vida dos cidadãos, também no continente africano. Estudos indicam que este meio pôs a economia a crescer em África.

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O uso do telemóvel popularizou-se em África

O telemóvel espalhou-se a uma velocidade incrível por todo o continente africano. É a democratização da comunicação que - há 30 anos - ninguém em África eperava que iria acontecer. A DW África entrevistou dezenas de ouvintes um pouco por todo o continente, para saber como é que o telemóvel mudou as suas vidas.

O nosso ouvinte, Ahmed Maigari, da Nigéria diz que "o telemóvel contribuiu para uma melhoria da nossa vida, em muitos aspetos, por exemplo no que diz respeito ao comércio e também à educação. Também facilitou muito as relações das pessoas. Tornou muito mais fácil a comunicação", afirma o nigeriano. Já a ouvinte Dimitri Forêver do Benim, acrescenta que com o telemóvel "consigo contactar os meus clientes e organizar bem os meus negócios".

A woman chats on her mobile phone as she queues to cast her vote outside a polling station during 2009 Election in Soweto, South Africa, Wednesday April 22, 2009. (AP Photo/Themba Hadebe)

Há 30 anos que o telemóvel aproxima pessoas

O telemóvel pode - de facto - funcionar como um autêntico motor de desenvolvimento: pode contribuir para um aumento dos negócios e ajudar a combater a pobreza.

Como? Eis a questão, pois praticamente não existem estudos científicos que provem esta teoria de forma inequívoca. O Banco Mundial é uma das poucas instituições que se debruçou sobre a questão. O resultado do estudo mais recente aponta para que - de facto - mais telemóveis podem significar mais crescimento económico.

Os estudos do Banco Mundial

Segundo o Banco Mundial, os países em vias de desenvolvimento têm muito a ganhar com o telemóvel. Um aparelho mais, por cada 100 cidadãos poderá contribuir para um aumento do PIB em cerca de 0,8%.

Samia Mehlem, analista do Banco Mundial, explica que, "cada vez mais pessoas das camadas mais pobres têm acesso ao telemóvel, o que se resulta num aumento do rendimento. É isso o que temos observado". Diz que "as pessoas utilizam o telemóvel para comunicar com familiares e amigos - é certo - mas também o utilizam para contactar os seus clientes e aumentar o volume dos seus negócios", conclui a analista.

Agilizar os negócios à distância

Um exemplo é o setor da agricultura. Como é sabido, uma grande parte dos africanos vivem ainda deste sector e o telemóvel pode facilitar a comercialização dos produtos agrícolas, como explica Innocent Mungi, do ministério tansaniano de comunicação. "Antigamente muitos agricultores tinham que viajar dezenas de quilómetros para ir aos mercados mais próximos. Isso, em muitos casos, mudou". Mungi explica que hoje os agricultores "já podem comunicar e negociar preços através do telemóvel, sem terem que perder tempo e gastar dinheiro em viagens e isso aumenta os seus rendimentos".

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O telemóvel impulsionou os lucros dos agricultores

Innocent Mungi sublinha que os agricultores e também os pescadores, por exemplo, podem mais facilmente obter informações sobre condições metereológicas ou preços praticados nos mercados mais distantes. Outro exemplo: o pagamento de contas e a comunicação com os bancos também já pode ser feita através do telemóvel. Innocent Mungi revela que "as transferências e outros negócios bancários agora também podem ser feitos por telemóvel. Em muitos casos já é possível ir a uma loja e pagar a conta por telemóvel. Isso contribuiu - e muito - para a redução da pobreza". Muitos outros exemplos da utilidade do telemóvel poderiam ainda ser enumerados: no setor da saude ou no setor do ensino, por exemplo.

Individados com as tarifas telefónicas

Mas atenção: os peritos dizem que é preciso aprender a lidar com o telemóvel, porque - como todas as novas tecnologias - o telemóvel também comporta alguns riscos.

Ouvir o áudio 04:07

Terá o telemóvel contribuido para a redução da pobreza?

Silvester Gunda, ouvinte da DW África na Tanzânia, é da opinião que o telemóvel - em muitos casos - contribuiu para um aumento da pobreza. Muitos africanos não se contentam com um aparelho simples e económico, mas querem - sim - o último grito. Apenas se contentam com "smartphones" da última geração, que muitas das vezes não conseguem pagar. Quando é assim a vida não melhora, pelo contrário. Opinião de Silvester Gunda da Tansânia. A minha vida de Gunda não mudou com o telemóvel e "pode mesmo dizer-se que a pobreza até aumentou. Muitos compram telemóveis, sem terem dinheiro para alimenta-lós, porque sobrevivem com menos de um euro por dia. Depois também têm que gastar dinheiro em saldo. Muitos até deixam de comer para pagar o saldo do telemóvel", explica a ouvinte.

Foi há 30 anos que o primeiro telemóvel começou a ser comercializado. Muitos - hoje - questionam: Existia vida no planeta antes de surgir o telemóvel?

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