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Angola

Tarifas de táxis em Luanda afugentam nacionais e estrangeiros

O serviço de táxi personalizado é visto por angolanos e estrangeiros como um meio de transporte para quem tem poder económico. Clientes chegam a pagar cerca de 100 dólares numa viagem de pelo menos um quilómetro.

Apesar de ser um meio de transporte confortável para alguns passageiros, o preço dos táxis surpreende qualquer um que adere pela primeira vez a este serviço na capital do país.

Há cinco anos, era visível a quantidade de pessoas, na sua maioria de nacionalidade estrangeira, que esperavam por táxis à saída do Aeroporto Internacional Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro e também nas ruas da capital angolana.

Hoje, a realidade é outra. Em setembro de 2009, houve uma primeira parceria público-privada para a prestação de serviço de táxis no país, constituída com a finalidade de servir o Campeonato Africano das Nações (CAN), disputado em Angola em 2010. A primeira companhia a fornecer estes serviços foi a Afritaxis. Empresa que, entretanto, estará à beira da falência, segundo o portal Maka Angola.

Nos locais de maior concentração de táxis na capital angolana é difícil encontrar uma das 150 viaturas da Afritaxis que teriam sido destinadas a Luanda em 2010. A DW África tentou, sem sucesso, contactar a administração da empresa

Escassez de passageiros

Atualmente há mais de cinco outras empresas de táxis personalizados em Luanda. Por isso, é fácil encontrar uma das viaturas em qualquer esquina da capital, o que para as operadoras constitui uma dificuldade devido à escassez de passageiros.

Ouvir o áudio 02:47

Tarifas de táxis em Luanda afugentam nacionais e estrangeiros

Em locais como o Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o centro comercial Belas Shopping ou na entrada da Urbanização Nova Vida, a DW África encontrou centenas de viaturas à espera de passageiros.

Segundo os motoristas Domingos Nhanga e Castelo José, a maior parte dos cidadãos estrangeiros chegam ao país para trabalhar e dificilmente utilizam os serviços de táxis porque as empresas disponibilizam viaturas que os transportam.

"Agora é difícil. Há mais de cem viaturas e é complicado conseguir fazer uma corrida que renda dois mil kwanzas (cerca de 20 dólares). Antes o cliente esperava 20 minutos, agora já não espera porque já tem muitos táxis", conta Domingos Nhanga

"Começamos bem, mas agora está complicado. Há muitas companhias. Entrei às seis da manhã e saí apenas uma vez", explica Castelo José.

Preços altos

Por uma viagem, o passageiro tem de pagar inicialmente uma taxa de 300 kwanzas (equivalente a três dólares). No período matinal ou à noite, a tarifa inicial é de 600 kwanzas (ou seis dólares) e o taxímetro estipula 45 a 70 kwanzas por minuto durante a viagem. "A taxa é boa”, consideram os motoristas.

Para os passageiros, porém, a tarifa parece não ser muito atraente. Segundo cidadãos interpelados nas ruas da capital angolana, apesar dos táxis personalizados serem mais confortáveis em relação aos tradicionais "candongueiros", cujo valor cobrado é de 100 kwanzas (cerca de um dólar) por viagem, muitos passageiros evitam usar táxis devidos aos elevados preços.

"Um cidadão normal ganha 25 mil kwanzas. Isso é só para um grupo de pessoas. Se eu me der o luxo de andar nesses táxis é claro que não vou ter pão em casa", disse um habitante de Luanda.

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