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Angola

Surto de febre-amarela faz 125 mortos em Angola

Os casos de febre-amarela aumentam de dia para dia. Desde o início do surto, no final de 2015, 644 pessoas foram diagnosticadas com a doença. Entretanto, espera-se e desespera-se nas filas para a vacinação.

Desde o início do surto, no final de 2015, as autoridades registaram 644 casos de febre-amarela, 125 dos quais fatais.

Segundo o último balanço oficial, mais de 2,2 milhões de angolanos foram vacinados nos municípios de Viana e de Belas, em Luanda, desde o início de fevereiro. Mas ainda falta cobrir os restantes cinco municípios da província, onde está concentrado o surto da doença. Precisa-se de mais três milhões de doses.

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Surto de febre-amarela faz 125 mortos em Angola

Muitos populares chegam aos postos de vacinação de madrugada. As filas são grandes em todos os locais escolhidos pelos serviços de saúde. "Cheguei às 5 horas", diz uma angolana. "Deviam colocar postos de vacinação nas escolas, nos hospitais e nas igrejas para evitar as enchentes".

Para acelerar o processo, há quem recorra a conhecidos: "Encontrei um oficial que foi meu amigo de infância. Chamou-me e fui vacinado sem ficar na fila", contra outra habitante.

Vacinas gratuitas à venda

Nas últimas semanas, houve relatos de que as vacinas contra a febre-amarela estavam a ser comercializadas em algumas clínicas e também pelos próprios vacinadores. Entretanto, foram detidos vários suspeitos.

"Procedemos à detenção de alguns cidadãos que têm estado a tentar subtrair as vacinas do canal normal da saúde, fazendo vacinação e, em alguns casos, cobrando valores avultados", informou o ministro angolano do Interior, Ângelo da Veiga Tavares.

Angola Luanda stehendes Wasser in Luanda

Águas estagnadas são um problema em Luanda

A diretora provincial de Saúde de Luanda, Rosa Bessa, frisou que nenhum cidadão deve pagar para ser vacinado, "nem durante a campanha nos centros privados, nem nos estatais". Bessa apelou à calma da população e garantiu que a campanha de vacinação vai beneficiar todos os habitantes da capital angolana.

Apesar de as autoridades estarem a combater o surto de febre-amarela, em vários bairros de Luanda ainda há muito lixo e águas paradas, que propiciam o alastramento da doença.

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