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Guiné-Bissau

Servidores públicos da Guiné-Bissau anunciam greve geral

União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau envia pré-aviso de greve ao Governo para 8, 9 e 10 de agosto. Central Sindical exige tabela salarial única na função pública e pagamento de dívida de 2003 aos servidores.

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Paralisação geral está marcada entre dias 8 e 10 de agosto

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) entregou ao governo um pré-aviso de greve geral a realizar-se entre 8 e 10 de agosto. Entre as exigências, a central sindical exige equiparação de salários no serviço público e o pagamento integral da dívida de 2003, ano em que funcionários públicos ficaram dez meses sem receber os ordenados.

A Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau reúne-se esta terça-feira (25.07) para decidir se também fará uma paralisação geral por melhores salários. A principal reclamação é que os trabalhadores estão sem capacidade financeira para adquirir produtos básicos, como o arroz.

Em entrevista à DW África, o secretário-geral da UNTG, Estevão Gomes, diz que o governo ainda não manifestou-se sobre o pré-aviso de greve e não cumpriu as exigências feitas pela central sindical na última greve geral em dezembro passado. "O Governo prometeu e agora quer eximir-se de sua responsabilidade", critica. 

DW África: Por que a UNTG decidiu convocar a greve geral?

Estevão Gomes (EG): Nós entregamos o pré-aviso de greve exigindo do governo o cumprimento integral do memorando assinado pela nossa central sindical em dezembro último para exigir mais do governo para o cumprimento de todos os pontos apresentados. O mais importante é o reajuste salarial que o governo tinha nos prometido. Nós não exigimos um aumento salarial, mas a distribuição equitativa da massa salarial existente na função pública.

Há uma grande disparidade no pagamento de salários no país e há diferentes tabelas salariais. Nessa parte, também estamos a exigir uma tabela única na função pública. Outro elemento do pré-aviso é a dívida de 2003 que o Governo tem com os servidores públicos. E a outra situação de agora é a subida galopante de preços, que é insuportável para os servidores públicos em detrimento dos salários miseráveis que não cobrem gastos essenciais com alimentos, escola, saúde e as demais necessidades que uma família pode ter.

Ouvir o áudio 03:32

Servidores públicos da Guiné-Bissau anunciam greve geral

DW África: Os senhores reivindicam o pagamento integral da dívida de 2003. A que exatamente ela se refere?

EG: Em 2003, os salários dos servidores públicos não foram pagos por dez meses. A maioria dos ministérios não recebeu, alguns receberam, mas ainda há um saldo de quatro meses. É isso o que estamos a exigir do governo, o pagamento dessa dívida aos funcionários do Estado.

DW África: A UNTG também quer uma tabela única no serviço público. Por que isso é necessário?

EG: Isso é necessário para fazer a justiça salarial no país. Cada ministério tem uma tabela, que não dignifica a administração pública. Um formado num ministério tem um salário diferente de um outro formado num outro ministério. Por exemplo, no Ministério da Agricultura, um engenheiro agrônomo recebe muito menos do que uma pessoa com formação equivalente num outro ministério. Essa é uma injustiça muito brutal. Exigimos que haja uma tabela única na função pública para todos os funcionários e que haja uma harmonização entre as diferentes categorias.

DW África: Qual é a expectativa de negociação com o governo em relação à essa greve?

EG: O pré-aviso entrou na sexta-feira última. Até agora, não fomos chamados pelo governo. Nós esperamos que o governo cumpra com a sua promessa. Na última greve geral, em dezembro passado, eles se comprometeram no memorando de entendimento em atender nossas exigências no prazo entre janeiro e julho deste ano e, agora, querem fugir da responsabilidade. É isso o que nos motivou a realizar uma nova greve.

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