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Moçambique

Sem medo da crise, empresários alemães apostam em Moçambique

A presença de empresários alemães na Feira Internacional de Maputo comprova-o. A 52ª edição da FACIM conta com mais de três mil expositores provenientes de 33 países.

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Empresários alemães da Higel

Nem a instabilidade política e militar afasta os investidores alemães de Moçambique. Prova disso é a sua presença na maior Feira Industrial e Comercial de Moçambique. Trata-se de empresas que produzem máquinas pesadas para a indústria mineira, materiais de uso doméstico e consultoras que estão dispostas a investir em Moçambique.

A Gauff Engineering, uma empresa que se dedica à consultoria, está em Moçambique desde 2013, altura em que se iniciou a instabilidade. Para o vice-diretor da empresa, Guiherme Luiz, “é claro que a instabilidade existe, é real, vemos isso todos os dias”. Mesmo assim, “a Gauff apostou e sempre continuará a apostar, porque nós acreditamos no desenvolvimento do país. E nós queremos contribuir e estamos a contribuir para isso”, afirma o empresário.

Mosambik Deutsche Unternehmer auf der FACIM

Expositor da Alemanha na FACIM 2016

Neste momento, a empresa fiscaliza a construção da ponte Maputo-Katembe e a construção de uma barragem na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, “um projeto dentro dos grandes projetos moçambicanos”, acrescenta Guiherme Luiz. “A Gauff é a empresa que foi indicada pelo Governo de Moçambique para desenvolver este projeto da barragem, que vai abastecer água à cidade de Pemba", capital de Cabo Delgado, especifica o o vice-diretor da empresa alemã.

Negócio do gelo em expansão

Outra empresa alemã que está a exibir os seus produtos na FACIM é a Higel, que se dedica à construção de máquinas que produzem gelo em escamas. Sem temer a instabilidade político-militar, Leonardo Cuna, representante da empresa, afirma que a Higel se está a preparar para importar mais máquinas para Moçambique.

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Sem medo da crise, empresários alemães apostam em Moçambique

“Estamos agora a criar condições de modo que estas máquinas futuramente possam ser montadas em Moçambique. Não vamos montar máquinas nem fornecê-las sem conceder serviços. Para nós, é muito importante que qualquer consumidor que for adquirir uma máquina destas possa contar com a assistência técnica”, afirma Leonardo Cuna.

A Higel já contactou outras empresas em Moçambique para expandir o seu negócio. Leonardo Cuna acredita que o país tem necessidade destas máquinas, por exemplo, para a conservação de produtos frescos. “A vantagem desta máquina é que ela é muito ecológica. O gelo que produz dura muito tempo. Pode ser usada nas embarcações de pesca e [a máquina] aceita o uso da água salgada”, explica o representante da empresa.

O Ministério alemão dos Assuntos Económicos e da Energia e a Associação Alemã para o Comércio Externo com África, Afrika-Verein, apoiam, mais uma vez, a exposição com um Pavilhão Alemão oficial.

A 52ª edição da FACIM, que conta com a presença de 2.250 empresas moçambicanas e 630 estrangeiras, de 33 países, decorre em Marracuene, nos arredores de Maputo e encerra as portas no domingo (04.09).

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