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Angola

Seca agrava desnutrição no sul de Angola

Milhares de pessoas continuam a passar fome nas províncias angolanas do sul. Organizações não-governamentais alertam para a situação alarmante vivida nesta região do país, assolada pela seca nos últimos anos.

A situação no sul de Angola piora a cada dia que passa. A seca assola a região desde finais de 2010, acarretando consigo várias consequências. Uma das mais graves é a desnutrição, bem visível na região do Kuando Kubango, afirma o bispo da diocese de Menongue.

Dom Mário Lukunde lamenta também as condições dos serviços de saúde na província, onde falta quase tudo. "O hospital é pequeno e precisaria de um alargamento e por isso torna-se difícil acompanhar bem os doentes. E muitas vezes há dificuldades de encontrar lugar para os hospedar lá no hospital. Há alguns serviços que também não funcionam muito bem por falta de equipamentos."

Ouvir o áudio 02:21

Seca agrava desnutrição no sul de Angola

A situação também é preocupante no Cunene. Segundos as autoridades governamentais, a seca assola toda a província.

Aqui, há mais de 750 mil pessoas a passar fome, alerta o vice-governador para o setor político e social, José do Nascimento Veyelenge.

"Este número subiu desde o ano passado e já estamos há três anos sem chuvas regulares. É evidente  que estes números vão subir nos próximos dias", afirma o governador, lembrando que a população não tem quase nada.

Risco de epidemias

Dom Pio Hipunyaty, bispo da diocese de Ondjiva, capital da província do Cunene, também se mostra preocupado com os casos de desnutrição e chama a  atenção para outros problemas graves.

"Onde há falta de água potável sabemos que isto arrasta consigo outras enfermidades e onde faltam alimentos também é natural que traga consigo mais epidemias."

Na província da Huíla, a realidade é semelhante. As autoridades sanitárias falam em muitos casos de desnutrição na província, em municípios como Gambos, Quipungo e Chibia, mas não avançam números. 

Para tentar reduzir os casos de desnutrição, prosseguem na Huíla as campanhas de sensibilização junto das comunidades, disse o diretor provincial da Saúde, Altino Matias.

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