1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Residentes fogem de confrontos no sul de Moçambique

Vários residentes fugiram depois de confrontos, há algumas semanas, entre guerrilheiros da RENAMO e o exército governamental. Ao ver homens armados nas ruas, as pessoas ficaram com medo.

Enquanto o Governo e a RENAMO permanecem num longo braço de ferro devido a questões governativas, a população do distrito de Guijá, na província de Gaza, vê a sua vida destabilizada.

Os confrontos entre os homens do maior partido da oposição, que ali se fixaram, e o exército governamental levaram várias pessoas a refugiarem-se em locais mais seguros, sendo a África do Sul um dos destinos de eleição. Algumas escolas estão desertas e houve moradores que começaram até a vender os seus bens, receando um possível saque, segundo testemunhas ouvidas pela DW África.

Na aldeia de Passane, a rotina quotidiana foi interrompida. As escolas estão vazias há mais de uma semana. "Várias pessoas fugiram. Os professores foram os primeiros e por isso as crianças não vão à escola", conta um dos residentes, Anselmo Mabunda. Porém, no posto administrativo de Nalazi, os professores continuaram a dar aulas. "Os funcionários do Governo não podem fugir e incitar a fuga", declara Vasco Mauai, um morador.

Ouvir o áudio 04:03

Residentes fogem de confrontos no sul de Moçambique

Os homens da RENAMO estão em Nhambondze, perto destes povoados. Mas, embora os guerrilheiros mantenham uma relação pacífica com a população, esta tem bastante receio: "Eles são muitos, estão armados", diz Mabunda.

Vasco Mauai corrobora: "A população está com medo de uma guerra civil e está a fugir, mas na verdade não há guerra. As pessoas vêem os soldados da RENAMO e ficam com medo."

Soldados da RENAMO dirigem-se para reduto da FRELIMO

Uma comissão de inquérito da Equipa Militar de Observação da Cessação das Hostilidades Militares (EMOCHM) deslocou-se ao distrito de Guijá para investigar os confrontos que tiveram lugar há cerca de duas semanas entre os homens da RENAMO e o exército nacional.

De acordo com a lei moçambicana, nenhum partido político pode estar armado, mas a RENAMO é uma excepção, justificando que estes homens são a guarda do presidente do partido, Afonso Dhlakama. Entretanto, os guerrilheiros dirigiram-se mais para sul, para o reduto do partido no poder, a FRELIMO, ato inédito na recente crise política.

António Muchanga

António Muchanga, porta-voz da RENAMO

"Os soldados estão-se a movimentar na zona da República de Moçambique, de onde são nacionais", justifica António Muchanga, porta-voz da RENAMO. "Eles fazem parte do comando da região sul e estão na sua zona da jurisdição. Vão para onde, se tudo isto é Moçambique? Vão sair de lá para onde acharem que podem ter melhores condições logísticas até que chegue o momento da sua reintegração nas Forcas de Defesa e Segurança e da sua desmobilização. Esta lei não funciona. Eles estão à espera da materialização do acordo de 5 de setembro, eles são comandados por esse acordo."

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados