1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Guiné-Bissau

Representante da CPLP inicia missão de diálogo na Guiné-Bissau

Carlos Moura já está no terreno a desenvolver contactos com os parceiros da Guiné-Bissau no âmbito dos preparativos para as eleições. O representante diz que é necessário desarmar os espíritos da sociedade guineense.

default

Carlos Moura

Carlos Moura foi o nome escolhido pelo Comité de Concertação Permanente para representante especial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Guiné-Bissau.

O advogado brasileiro, que já se encontra na capital guineense, vai inteirar-se da evolução da situação no país até à conclusão do processo eleitoral. “As informações que possuo me levam a acreditar que será possível as eleições serem realizadas na data prevista”, a 16 de março, afirma Carlos Moura.

Carlos Moura

Carlos Moura no Comité de Concertação Permanente da CPLP, em Lisboa, antes da partida para Bissau


Pouco depois de assumir o cargo, em Lisboa (10.01), Carlos Moura disse aos jornalistas que desempenhará uma “missão de diálogo”, em concertação com as autoridades e a sociedade guineenses.

“O diálogo em função de uma participação política da Guiné-Bissau que como todos sabemos é um Estado-membro que busca encontrar os caminhos da democracia e do progresso”, acrescentou o representante da comunidade lusófona.

Desarmar os espíritos da Guiné-Bissau

O enviado especial do secretário executivo da CPLP, Murade Murargy, considera que o primeiro passo importante a dar é aquele a que chama de “desarmamento dos espíritos”.

“É preciso que as pessoas compreendam que há necessidade de uma concertação política e para isso é preciso que os espíritos estejam desarmados, não só das autoridades diretamente responsáveis pelo país mas de toda a sociedade. E é com esse espírito que eu acabo de assumir esta representação”, disse Carlos Moura.

Carlos Moura und Murade Murargy

O representante da CPLP na Guiné-Bissau (dir.) acompanhado do secretário executivo da comunidade lusófona, Murade Murargy (esq.)

Nesse sentido, o enviado da CPLP deverá manter contactos com todas as partes interessadas na estabilidade política da Guiné-Bissau. O seu trabalho será “desenvolvido em comunhão com a UNOGBIS [Missão das Nações Unidas na Guiné-Bissau], a União Africana, a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental], enfim, com todos os organismos internacionais acreditados na Guiné-Bissau e evidentemente também com as representações diplomáticas lá acreditadas”, garantiu Carlos Moura.

Formado em Direito e fundador no Brasil do Centro de Estudos Afro-Brasileiros, Carlos Moura já chefiou a representação temporária da CPLP em Bissau, entre 2004 e 2006. Em julho de 2012, encabeçou a Missão de Observação Eleitoral da organização lusófona às eleições legislativas de Timor-Leste.

Arrancou recenseamento de guineenses em Portugal

Esta segunda-feira (13.01), começou em Lisboa o recenseamento eleitoral dos guineenses na diáspora, que desta vez poderão exercer o direito de voto. Uma equipa móvel de seis agentes recenseadores, formados para o efeito, mas que dispõe apenas de um computador, começa a fazer o registo eleitoral na Embaixada da Guiné-Bissau, no Restelo.

Após dois dias, a mesma equipa vai percorrer Portugal até à conclusão do recenseamento, ainda sem data definida.

Ouvir o áudio 04:41

Representante da CPLP inicia missão de diálogo na Guiné-Bissau


Este “processo poderá pecar por não termos meios técnicos suficientes. Não se pode comparar Portugal com França ou com Espanha ou com qualquer outra parte onde estejam a viver guineenses, porque aqui é a segunda pátria depois da Guiné-Bissau”, sustenta Mbala Fernandes, Encarregado de Negócios da Embaixada guineense.

Apesar de compreender a situação do país, o diplomata guineense reclama a afetação de mais recursos humanos e meios técnicos. Os trabalhos do recenseamento arrancaram com esta limitação, depois de várias reuniões de concertação com os partidos políticos e associações da comunidade guineense.

De acordo com fontes oficiais, admite-se que possam recensear-se cerca de 40 mil guineenses, entre legais e ilegais, incluindo cidadãos com dupla nacionalidade.

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados