RENAMO: ″Remodelação de gabinete pode revelar desarticulação na FRELIMO″ | Moçambique | DW | 13.12.2017
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Moçambique

RENAMO: "Remodelação de gabinete pode revelar desarticulação na FRELIMO"

O maior partido da oposição em Moçambique avalia as alterações ministeriais anunciadas pelo Presidente Filipe Nyusi nesta quarta-feira (13.12). Nomeações ocorrem menos de 24 horas depois de remodelação no Executivo.

A Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) comentou nesta quarta-feira (13.12) as nomeações ministeriais anunciadas pelo Presidente Filipe Nyusi, menos de 24 horas depois de realizar uma remodelação no Executivo.

Para o maior partido da oposição em Moçambique, esta remodelação pode "revelar alguma desarticulação interna no partido FRELIMO [Frente de Libertação de Moçambique], o partido no poder".

O porta-voz do partido da oposição, José Manteigas, acrescenta que, apesar da remodelação no Governo, o partido da oposição não acredita que haverá mudanças nas políticas de gestão do país.

"Mudaram as pessoas de um ministério para outro e sabemos como é que o Governo está a gerir o país, de forma calamitosa. Acreditamos que isso não vai mudar o rumo calamitoso em que o país está a caminhar", afirma Manteigas.

José Pacheco

José Pacheco assume a pasta dos Negócios Estrangeiros e Cooperação

Remodelação do gabiente

Filipe Nyusi nomeou nesta quarta-feira três novos ministros para as pastas dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Agricultura e Segurança Alimentar, Recursos Minerais e Energia. As nomeações ocorrem menos de 24 horas depois de o chefe do Executivo ter feito alterações no seu gabinete.

Nyusi apontou José Pacheco como ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Max Tonela, titular da pasta dos Recursos Minerais e Energia, e Higino Marrule, para o cargo de ministro da Agricultura e Segurança Alimentar. Não foi indicado o novo titular da pasta da Indústria e Comércio.

Na terça-feira, Nyusi exonerou os responsáveis por esses ministérios, mas, entretanto, a Presidência da República não indicou as razões para esta remodelação do Governo.

Mosambikanische Minister für Industrie und Handel Max Tonela

Max Tonella, novo titular dos Recursos Minerais e Energia

Para o analista Fernando Lima, as atuais exonerações "enquadram-se numa série de mudanças que tinham que acontecer por força do xadrez político que foi encontrado no último congresso da FRELIMO [Frente de Libertação de Moçambique] de setembro".

Por seu turno, a RENAMO considera que a remodelação governamental levada a cabo pelo Presidente faz parte das suas competências, mas observa que alguns ministros afastados tinham sido nomeados recentemente para tais funções.

O porta-voz da RENAMO, José Manteigas, cita os casos de Lectícia Klemens, que ocupava o cargo desde outubro do ano passado, e Max Tonela, no Governo desde janeiro de 2015.

Desempenho dos ministros

O analista Fernando Lima, comentando a troca da ministra dos Recursos Minerais e Energia, acredita numa nova fase naquela pasta, dizendo que "há uma série de assuntos pendentes que não foram decididos". "A fase em que a ministra esteve no Governo correspondeu ao fechar de uma série de dossiers, sobretudo na bacia do Rovuma [para a exploração do gás]", acrescentou.

Sobre o afastamento de Oldemiro Balói, do cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Lima disse que "o titular daquele cargo há muito que gostaria de sair".

Ouvir o áudio 03:23

RENAMO: "Remodelação de gabinete pode revelar desarticulação na FRELIMO"

Baloi é substituído como chefe da diplomacia moçambicana por José Pacheco, que era ministro da Agricultura e Segurança Alimentar e já desempenhou outras funções, nomeadamente titular da pasta do Interior e chefe da delegação do Governo nas negociações de paz com a RENAMO.

De acordo com José Manteigas, a nomeação de Pacheco para a diplomacia "deixa-nos sem perceber como é que um indivíduo que nunca marcou um golo num grande ministério vai para outro superministério". "As pessoas devem ser nomeadas por competência e não por ‘amiguismo’, por nepotismo, por ligação político-partidária", critica José Manteigas.

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