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Moçambique

RENAMO recusa convite de Presidente moçambicano para encontro com Dhlakama

O chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, disse estar disponível para se encontrar com o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama. Mas o maior partido da oposição rejeitou o convite.

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Presidente de Moçambique, Armando Guebuza

Sexta-feira, 8 de novembro: foi esta a data proposta pelo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, para se encontrar com o líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO).

A data foi anunciada esta terça-feira (05.11) pelo porta-voz da Presidência, Edson Macuácua, que sublinhou que o chefe de Estado moçambicano continua a defender o diálogo como "único caminho" para aprofundar e consolidar a paz no país.

"Só com o diálogo se pode ultrapassar qualquer diferendo político e aproximar posições políticas", disse Macuácua.

Esta é a primeira vez que é avançada uma data para a realização do aguardado encontro entre Armando Guebuza e Afonso Dhlakama. Apesar de ambos se terem mostrado várias vezes disponíveis para se encontrarem, nunca se tinham registado progressos relativamente à marcação da data e local do encontro, tal como dos temas a abordar e da sua preparação.

Unruhen in Mosambik

RENAMO pede retirada das forças governamentais no centro do país

O anúncio da Presidência moçambicana surge entre repetidos apelos de vários setores da sociedade para desanuviar o clima de tensão político-militar que se vive no país.

Mas a RENAMO diz que não há condições para o seu líder, Afonso Dhlakama, se encontrar com o Presidente da República. "Nem sequer o presidente Dhlakama teria como chegar onde quer que seja", afirmou Fernando Mazanga, porta-voz do maior partido da oposição.

Segundo Mazanga, o convite do Presidente moçambicano ao líder da RENAMO tem três objetivos: "Tentar lançar a culpa ao presidente Dhlakama sobre a não realização do tal encontro; justificar o ataque demolidor ora planificado para ser iniciado hoje e terminado no dia 8 de novembro, o qual já conta com a ajuda de mercenários, e, em terceiro lugar, trazer tranquilidade para o processo das eleições autárquicas, uma vez que estão conscientes de que o povo não quer votar em ambiente de tensão político-militar."

A RENAMO exige a retirada das forças governamentais posicionadas na província de Sofala, no centro do país.

Ouvir o áudio 02:49

RENAMO recusa convite de Presidente moçambicano para encontro com Dhlakama

Mais ataques

O clima de grave tensão tem vindo a deteriorar-se desde abril passado, com confrontos armados entre as forças governamentais e da RENAMO e ataques a colunas de viaturas na Estrada Nacional 1, particularmente no troço Muxungué-Save.

Esta terça-feira (05.11), dois ataques na província de Sofala provocaram pelo menos três mortos e 21 feridos.

Uma coluna de viaturas caiu numa emboscada na região de Gorongosa, registando-se três mortos e dezoito feridos. Outra coluna foi atacada no troço entre Muxungué e Save, ferindo quatro pessoas. Alguns dos feridos continuam internados no hospital rural de Vilankulo, em Inhambane (no sul do país).

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