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Moçambique

RENAMO disposta a reiniciar diálogo com Governo moçambicano

O maior partido da oposição vai nomear, na quinta-feira, uma equipa para reiniciar as negociações de paz. "Já somos velhos para andarmos nas matas a matar-nos", disse o líder Afonso Dhlakama numa entrevista à STV.

"Está vivo?", perguntou o jornalista da STV, o principal canal privado de televisão em Moçambique, referindo-se a rumores sobre a morte do principal líder da oposição. Afonso Dhlakama riu-se do outro lado do telefone: "Eu estou vivo. Nem fiquei doente, nem estou doente. Estou vivo e de boa saúde".

Dhlakama encontra-se supostamente numa base da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) na Gorongosa, na província central moçambicana de Sofala.

Os confrontos entre as forças de segurança e o braço armado do maior partido da oposição têm aumentado nos últimos meses. A RENAMO exige governar em seis províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014, mas as negociações com o Executivo da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) estão paralisadas – a RENAMO exige a presença de mediadores da África do Sul, União Europeia e Igreja Católica no diálogo de paz, uma reivindicação que o partido no poder tem recusado.

Mas, na terça-feira (17.05), o Presidente moçambicano pediu à RENAMO para reiniciar o diálogo de paz. Em resposta, o líder da RENAMO anunciou que aceitará o convite de Filipe Nyusi para formar uma equipa de negociadores.

Dhlakama disse que "os nomes dos três membros da RENAMO que vão dialogar sobre a agenda com o grupo de Jacinto Veloso [um dos negociadores indicados pelo Governo]" serão divulgados na quinta-feira (19.05).

Mosambik Maputo Präsident Filipe Nyusi (R) und Oppositionsführer Afonso Dhlakama

Encontro entre Presidente moçambicano, Filipe Nyusi (dir.), e líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, em fevereiro de 2015

Mediadores?

Na carta de Nyusi, afastava-se, para já, a mediação do diálogo de paz: "O chefe de Estado moçambicano defende que não haja mediação para a criação da comissão acima referida, pois a retomada do diálogo ocorrerá como resultado dos termos de referência a serem definidos pela equipa conjunta", lê-se no comunicado da Presidência.

Segundo o líder da RENAMO, a questão da mediação deverá, no entanto, ser debatida mais tarde. "Agora penso que as coisas estão maduras. A carta diz que [o assunto] da mediação poderá ser tratado posteriormente", afirmou Dhlakama na entrevista exclusiva à STV.

"Já somos velhos. Temos filhos e já não temos idade para andarmos nas matas a matar-nos". O líder do maior partido da oposição diz esperar "negociações sérias" para pôr fim aos confrontos militares com o Governo da FRELIMO "de uma vez para sempre".

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