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Cabo Verde

Redução da desertificação e degradação da terra em Cabo Verde com o apoio da UE e da FAO

UE e a FAO financiam em mais de 5 milhões de euros projeto para reduzir desertificação e degradação da terra em Cabo Verde, esperando aumentar 10% da área reflorestada do país.

Dürre in NAMIBIA (picture alliance/Anka Agency International)

Foto ilustrativa: Seca na Namíbia

O contrato para a implementação do projeto de "Reforço das Capacidades e Resiliência do Setor Florestal em Cabo Verde" foi assinado esta sexta-feira (07.07.) entre o ministro da Agricultura e Ambiente cabo-verdiano, Gilberto Silva, e os representantes em Cabo Verde da União Europeia, José Pinto Teixeira, e da Organização da Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO), Nono Womdim Remi.

O projeto, que terá a duração de quatro anos e meio, é financiado pela União Europeia no montante de cinco milhões de euros e será implementado pela FAO, que também apoia com 133 mil euros.

Será implementado nas ilhas da Boavista, Fogo e Santiago, que enfrentam vários problemas ambientais, como ausência de planos florestais, incêndios, erupção vulcânica, erosão, apanha areia.

Aumento de 10% da área reflorestada

Com a plantação de árvores, o Governo cabo-verdiano pretende aumentar 10% da área reflorestada do país, que tem 20% da sua superfície coberta por florestas, mas enfrenta vários problemas, como a seca, ecossistemas fracos e agora os efeitos das mudanças climáticas.

Na sua intervenção no ato de assinatura do contrato, o ministro do Ambiente e Agricultura cabo-verdiano, Gilberto Silva, salientou a importância do projeto, afirmando que vai começar a tempo de ainda aproveitar o ano agrícola deste ano com plantação de árvores.

Esperando que contribua para a luta contra a desertificação, Gilberto Silva indicou que serão realizadas atividades concretas relacionadas com conservação de solos e da água.

"Vamos fazer uma reflorestação que leva em conta o homem. Vamos optar por espécies que são mais resilientes, que possam produzir e ao mesmo tempo reforçar a cobertura vegetal dos solos", indicou o ministro, destacando também o reforço do quadro legal do país.

Emprego e atividades geradoras de rendimento

O governante frisou também que o projeto vai permitir a criação de emprego e potenciar atividades geradoras de rendimento com as atividades nas zonas de intervenção das três ilhas beneficiadas. Em relação às outras ilhas, Gilberto Silva disse que são beneficiadas com outros projetos. "É muito difícil em Cabo Verde ter projetos que intervêm em simultâneo em todas as ilhas. Às vezes é necessário focalizar", explicou.

Por sua vez, o representante da UE em Cabo Verde, José Pinto Teixeira, garantiu que, depois das negociações, o projeto vai agora entrar na fase de implementação, esperando "resultados e medidas concretas" nas três ilhas e melhoria das condições de vida das populações.

"É com muita satisfação que, desta forma, contribuímos não só para melhorar a capacidade de Cabo Verde para resistir e mitigar os efeitos das mudanças climáticas, mas também fazer parte de uma contribuição da União Europeia ao nível global", salientou.

A UE apresenta-se como um "parceiro-chave" de Cabo Verde na redução dos efeitos das mudanças climáticas, tendo em 2015 contribuído com 1,2 milhões de euros para ajudar o país com a seca e este ano disponibilizou 7 milhões para lidar com os efeitos das fortes chuvas na ilha de Santo Antão.

O representante da FAO em Cabo Verde, Nono Remi, lembrou que as florestas cobrem cerca de um terço do planeta, mas notou que estão em constantes ameaças, pelo que considerou ser necessário tomar "medidas preventivas" para conservar a biodiversidade e reforçar os ecossistemas.

 

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