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Internacional

Redes sociais são usadas para o tráfico de diamantes na República Centro-Africana

Traficantes utilizam o Facebook e o WhatsApp para buscar potenciais clientes e negociar as transações criminosas, denuncia ONG internacional.

Os traficantes de diamantes da República Centro-Africana utilizam as redes sociais para encontrar compradores e escapar às leis internacionais, denunciou a organização não-governamental Global Witness num relatório divulgado esta sexta-feira (23.06).

"As redes sociais tornaram-se territórios para procurar novos clientes", explicou à agência noticiosa francesa AFP Aliaume Leroy, encarregado de campanha na Global Witness.

Segundo a ONG, os vendedores e intermediários interpelam potenciais compradores nas redes sociais Facebook e Whatsapp, e utilizam as mensagens privadas dessas redes para negociar uma transação.

"Esses diamantes terão tido como destinatários compradores na Bélgica, no Brasil, em França, na China, em Israel, no Líbano, na África do Sul, na Serra Leoa e na Libéro", descreve o relatório.

Fiscalização

A Global Witness, que conseguiu, assim, reconstituir um circuito de venda informal dos diamantes centro-africanos, solicitou às autoridades centro-africanas que "desenvolvam sistemas fiáveis de rastreabilidade".

Facebook Symbol

Facebook é uma das redes sociais utilizadas pelos traficantes

O relatório exorta igualmente o Tribunal Penal Internacional (TPI) a "dar o seu apoio às investigações e aos julgamentos no Tribunal Penal Especial recentemente criado na República Centro-Africana, incluindo aos processos sobre o crime de pilhagem".

"Uma parte demasiado elevada dos lucros [do comércio de diamantes] acaba, na realidade, nos bolsos daqueles que contribuem para atiçar o conflito", completou Aliaume Leroy.

"É essencial que o comércio dos recursos naturais centro-africanos tenha um lugar preponderante nos esforços destinados a estabelecer a paz", acrescentou.

O país da África Central que mergulhou em 2013 na violência com a deposição de François Bozizé pelos rebeldes de maioria muçulmana da Seleka, desencadeando uma contra-ofensiva de milícias cristãs, os anti-Balaka, foi pouco depois suspenso do regime internacional de certificação chamado "de Kimberley".

Este sistema, que entrou em vigor em 2003, após a controvérsia em torno dos "diamantes de sangue", pedras preciosas que serviram para financiar conflitos no continente africano durante os anos 2000, define as condições de exportação dos diamantes originários dos seus 75 Estados membros.

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