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Quatro mortos em protestos pós-eleitorais no Quénia

O Quénia continua a contar os votos das eleições gerais de terça-feira, aguardando-se que os líderes se pronunciem sobre a fraude denunciada pela oposição e que provocou distúrbios. Há pelo menos quatro vítimas mortais.

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Protestos em Mathare, Nairobi

A tensão política e social no Quénia voltou a escalar com a divulgação dos primeiros resultados das eleições de terça-feira (08.09), que atribuem a vitória ao partido do Presidente em exercício, Uhuro Kenyatta.

Os quenianos continuam a aguardar a recontagem dos votos, depois de Raila Odinga, do partido da oposição, Super Aliança Nacional, ter dito que a base de dados eleitoral foi alvo de um "ato de pirataria" para manipular os resultados. 

"Algumas pessoas executaram um esquema organizado durante um período de tempo alargado para negar aos quenianos o seu direito democrático de eleger um líder", acusou o líder da oposição.

As garantias da Comissão Eleitoral 

A Comissão Eleitoral garante que o sistema informático não sofreu qualquer interferência externa "antes, durante ou depois" do sufrágio. Ezra Chiloba, membro da Comissão, garante que os sistemas de transmissão de resultados e de contagem de votos são seguros. "Investimos na segurança e vigilância de toda a rede da comissão eleitoral e, apesar de várias tentativas, não há evidência de qualquer acesso ilegal ao nosso sistema", declarou.

Ouvir o áudio 03:53

Quatro mortos em protestos pós-eleitorais no Quénia

A Comissão Eleitoral divulgou quarta-feira (09.08) os resultados transmitidos eletronicamente por mais de 96% das assembleias de voto, que atribuem ao Presidente cessante, Uhuru Kenyatta, 54,3% dos votos, contra 44,8% de Raila Odinga.

Falta agora à Comissão concluir a validação destes resultados provisórios, confrontando-os com as atas das assembleias de voto.

Raila Odinga já disse que não vai aceitar os resultados finais e responsabiliza a Comissão Eleitoral pela alegada manipulação. "Os resultados das eleições são uma completa farsa. A fraude eleitoral e a manipulação dos resultados foi de tal forma maciça que atinge todos os 47 municípios", acusou.

Confrontos e violência

O número de confrontos não pára de aumentar nas ruas do Quénia. Um dia após o escrutínio, a polícia disparou granadas de gás lacrimogéneo sobre centenas de manifestantes concentrados em bastiões da oposição.

Segundo as agências de notícias internacionais, a polícia disparou balas reais, matando duas pessoas no bairro de lata de Mathare, em Nairobi. No condado de Tana River, no sudeste, homens armados com facas atacaram uma assembleia de voto onde a contagem estava ainda em curso. Dois deles foram mortos pela polícia.

A Amnistia Internacional instou as autoridades quenianas a não usarem força desnecessária na resposta aos protestos. Por questões de segurança, algumas ligações ferroviárias foram suspensas, como a linha entre Mombasa e Nairobi inaugurada recentemente.

O ex-secretário de Estado norte-americano John Kerry, que é observador internacional nestas eleições, pediu aos líderes quenianos para darem "um passo em frente" e transmitirem aos cidadãos confiança na integridade do processo eleitoral.

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