Quatro mortos em ataque do Boko Haram na Nigéria | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 22.04.2018
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Internacional

Quatro mortos em ataque do Boko Haram na Nigéria

Pelo menos quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas, este domingo (22.04), em ataque suicida do grupo jihadista Boko Haram a uma mesquista do estado de Borno, no nordeste da Nigéria.

Nigeria Stadt Borno State Maiduguri (Getty Images/AFP/Stringer)

Há anos, Bama tem sido atacada pelo Boko Haram

O atentado aconteceu na cidade de Bama, durante a primeira oração do dia, quando dois agressores - um homem e uma mulher - explodiram os cinturões que levavam no interior da mesquita, segundo disse o diretor da Agência Nacional de Gestão de Emergências (SEMA), Yabawa Kolo, em declarações aos veículos de imprensa.

Uma testemunha do ataque disse a este jornal local que "havia corpos [de] mortos por todos lados" e que dois membros de sua família faleceram.

"Alguns dos feridos estão em estado crítico e dificilmente conseguirão sobreviver", disse um oficial militar à agência AFP.

Os feridos foram levados ao centro hospitalar militar da cidade e ao hospital geral de Maiduguri, a principal cidade da região.

Boko Haram Kämpfer (picture alliance/AP Photo)

Militantes do Boko Haram (foto de 2014)

Ataques frequentes

O ataque aconteceu duas semanas depois que os moradores começaram a voltar para a cidade, que foi destruída pela Boko Haram há quatro anos.

No entanto, na sexta-feira (20.04) 10 pessoas, incluindo quatro milícias que lutavam contra os militantes, ficaram feridas quando duas mulheres-bomba atacaram a aldeia de Amarwa, no distrito de Konduga, a 38 quilômetros de Maiduguri, segundo fontes da milícia.

Os ataques dos jihadistas no nordeste da Nigéria são frequentes há vários anos e provocaram milhares de mortes e vários sequestros de estudantes mulheres, como o de 2014 de mais de 200 jovens de uma escola da cidade de Chibok.

O Governo nigeriano de Muhammadu Buhari anunciou no final de março que estava negociando um cessar fogo com o Boko Haram, que nos últimos anos deixou mais de 20 mil mortos e cerca de dois milhões de deslocados.

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