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Internacional

Quénia: Oposição rejeita eleições "organizadas por ladrões"

Líder oposicionista Raila Odinga reitera críticas à Comissão Eleitoral dizendo que "fraude foi muito longe no país". Odinga também assegura que não dividirá o poder com "ladrões".

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Raila Odinga quer que eleições sejam organizadas por nova Comissão Eleitoral

A principal aliança opositora no Quénia, a Super Aliança Nacional (NASA, sigla em inglês), reiterou neste domingo (03.09) que não se apresentará às próximas eleições se estas forem "organizadas pelos ladrões" da atual Comissão Eleitoral, afirmou o líder do grupo, Raila Odinga, durante um comício em Nairobi.

"Nossos votos são sagrados e não podem ser guardados pelos mesmos que os roubaram em nome do Jubileu", acrescentou Odinga, acusando o partido governista de estar por trás das irregularidades que fizeram com que a Supremo Tribunal anulasse os resultados das eleições de 8 de agosto e convocasse um novo pleito que terá lugar dentro de 60 dias.

A NASA só se apresentará às eleições se houver garantias de que "os supervisores do processo não vão favorecer qualquer uma das partes", informou o jornal "The Star".

Odinga, que acredita que a "fraude eleitoral foi muito longe no Quénia", afirmou que a sentença do Supremo servirá para que "ninguém volte a sufocar a democracia".

O opositor insistiu que seu partido ganhou as eleições com 1,5 milhão de votos, que teriam sido subtraídos através de um algoritmo instalado nos servidores da Comissão Eleitoral por hackers para revertê-los para o atual presidente, Uhuru Kenyatta, que foi reeleito.

Assistir ao vídeo 01:46

Raila Odinga questiona eleições no Quénia

Sem aliança com "ladrões"

Diante da possibilidade de formar um Governo de aliança com o partido governante, tal e como ocorreu após os episódios de violência suscitados depois das eleições de 2007, na qual perdeu para o presidente Mwai Kibaki, Odinga descartou a ideia e se mostrou contrário a "compartilhar o poder com ladrões".

A campanha começou após a decisão do Supremo Tribunal, que alegou que "irregularidades" foram cometidas pela Comissão Eleitoral, "afetando a integridade do processo".

Imediatamente após a decisão, o número dois da NASA, Kalonzo Musyoka, assegurou que a Comissão carece da capacidade "para organizar eleições livres, justas e credíveis", apesar de o Supremo ter solicitado à mesma instituição a realização do novo pleito "em estrita conformidade com a Constituição".

Após a decisão do Supremo Tribunal, o Presidente Uhuru Kenyatta afirmou que há um "problema" no Judiciário queniano e prometeu que resolverá esta situação se for reeleito. A Associação de Magistrados e Juízes do Quénia criticou as declarações de Kenyatta dizendo que são "ameaças veladas".

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