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NOTÍCIAS

Publicações alemãs debatem ébola em África

A epidemia de ébola que afeta a África Ocidental teve grande destaque nas páginas dos jornais alemães. Temas foram da necessidade da ajuda internacional, aos riscos da falta de alimentos nos países mais atingidos.

O semanário alemão Die Zeit escolheu o título "Agora o mundo precisa ajudar – Apenas uma ação massiva pode parar a epidemia do ébola" para uma reportagem que critica as ações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para conter a doença.

Segundo a reportagem, as medidas de recuo dos agentes de saúde e de isolamento dos países infectados precisam ser trocadas por novas estratégias. A matéria aponta a necessidade da contrução de confiança com as populações afetadas.

Também milhões de euros seriam necessários, revela a matéria e avalia: sozinha, a OMS não seria capaz de fazer o investimento considerado, no entanto, necessário - não apenas por uma questão de humanidade, mas para evitar que a maior epidemia de ébola da história se espalhe ainda mais pela África e, finalmente, atinja a Europa.

Ebola Seuche Afrika Helfer

O terceiro médico norte-americano da organização cristã SIM infectado pelo vírus do ébola, na Libéria, retornou aos Estados Unidos para tratamento. Na foto, trabalhadores da organização Médicos Sem Fronteiras, na Libéria

Também o diário Die Welt se pergunta: "Por que não se pode parar o ébola?" A reportagem enfatiza que, por conta da epidemia, os preços dos alimentos subiram e as populações das regiões afetadas temem que chegue a faltar comida, devido às limitações no transporte – especialmente nos países mais atingidos: Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri.

Relata-se ainda o pedido da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), de uma "ação internacional para catástrofes biológicas".

Efeito tsunami

Já o Süddeutsche Zeitung traça uma comparação entre os efeitos do vírus ébola e o de um tsunami devastador, "a menos que algo aconteça rapidamente", conforme palavras do representante das Nações Unidas, na última terça-feira (02.09.14).

Jan Eliasson, disse ainda: "estamos diante de uma das piores crises na saúde da história". A reportagem lembra também a promessa da diretora da Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan, de conter a epidemia de ébola. Mas como?

Sierra Leon Ebola Beerdigung Opfer 14.08.2014

Até o momento, quase 2.000 pessoas morreram, vítimas do ébola, segundo dados da Organização Mundial de Saúde

O jornalista ressalta que não há nem vacina, nem um medicamento específico contra o vírus – a não ser os experimentais – e que os testes de novas vacinas e remédios não eram as prioridades do coordenador-chefe de Resposta Global ao Ébola, David Nabarro, que elaborou uma lista com 12 fatores prioritários na luta contra a doença - incluindo a garantia de transporte, alimentação e o isolamento dos contaminados.

Os novos medicamentos, defende a reportagem, seriam importantes para futuros “tsunamis” da doença, que certamente virão.

O Süddeutsche Zeitung reporta sobre a influência do rap no combate ao ébola, na Libéria, onde a canção "Ebola Is Real" ( ou "Ébola é Real", em português), das estrelas do HipCo, uma variante do hip-hop popular da Libéria, DenG, Soul Fresh e F.A. alertam para os perigos reais da doença e disseminam informações sobre as melhores formas de evitar o vírus, transmitido pelo contato com fluidos humanos – como o suor, a saliva e o sangue.

Ouvir o áudio 03:44

Publicações alemãs debatem ébola em África

E o Frankfurter Allgemeine Zeitung traz, nesta sexta-feira (05.09.14), a atualidade sobre a epidemia. O terceiro médico norte-americano da organização cristã SIM infectado pelo vírus do ébola, na Libéria, retornou aos Estados Unidos para tratamento.

Ele não teria cuidado apenas de pacientes infectatos pelo ébola, mas também de recém-nascidos. Em sua versão online, o jornal traz diversos vídeos sobre a epidemia em África e segue atentamente os desenvolvimentos referentes à doença.

Até o momento, quase 2.000 pessoas morreram, vítimas do ébola, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

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