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Internacional

Prossegue o adeus a Mandela

Os restos mortais de Nelson Mandela serão transportados e acompanhados por um grande cortejo fúnebre do Hospital Militar até à residência Presidencial, Union Buldings, em Pretória a partir desta quarta-feira (11.12.)

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Nelson Mandela, um dos ícones da luta anti-apartheid na África do Sul

O corpo estará em câmara ardente até esta sexta-feira (12.12.) e qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, poderá render a sua última homenagem a Nelson Mandela, antes de ser sepultado no domingo (15.12.) em Qunu, aldeia do seu clã Lhosa na província do Cabo Oriental.

Foi aqui onde Mandela cresceu e pediu para ser enterrado, numa cerimónia restrita à família.

Embora a África do Sul tenha rejeitado por diversas ocasiões falar sobre o funeral de Mandela antes da sua morte, os preparativos estavam já a ser feitos há anos.

Clayson Monyela, porta-voz do ministério sul-africano dos Negócios Estrangeiros, fala do programa em homenagem ao primeiro Presidente negro da África do Sul: "O cortejo fúnebre irá deixar o hospital às 7 horas da manhã e o corpo de Nelson Mandela será visto às 8 horas. Ainda na quarta-feira (11.12.) a família Mandela e os que foram assistir as cerimónias verão o corpo às 10 horas, enquanto os funcionários do Estado poderão fazê-lo entre as 12 e as 17 e 30 minutos. Na quinta e sexta-feiras (13 e 14.12.) o público terá acesso ao local das 8 as 17horas e 30 minutos."

Das Haus von Nelson Mandela

Casa de Nelson Mandela na sua terra natal, Qunu

Um fim triste, mas esperado

Isto acontece depois das celebrações que tiveram início no domingo (08.12.), dia consagrado pela presidência sul-africana, como o dia nacional de orações à Mandela e, das homenagens desta terça-feira (10.12.) no estádio do Soccer City, em Joanesburgo, com a participação de mais de 90 chefes de Estado.

A equipa de reportagem da DW África, saiu à rua para ouvir os depoimentos dos sul-africanos em torno desta perda que todos consideram irreparável: "Sinto-me muito triste, acredito que esperávamos há tempo e não foi um choque.

"Que Deus o tenha e que o deixemos partir em paz, e obrigado pelos seus feitos."

"É muito triste que ele não esteja mais entre nós... sempre nos iremos lembrar dele."

Nelson Mandela Zeremonie Beisetzung Stadion Junge Plakat

Cerimónia fúnebre no estádio Soccer City

Da lusofonia mensagens com emoção

Para além de dignatários nacionais e internacionais, cidadãos comuns vindos de Angola, Moçambique e Portugal, deslocaram-se à África do Sul para render a sua última homenagem à Mandela:

Rosa Borges de Luanda, diz: "Angola chora por ti Mandela, Angola clama por ti Mandela, obrigada por tudo Madiba"

"Descansa em paz Nelson Mandela... serás sempre recordado para todo o sempre. Acredito que para todas as gerações futuras és um grande exemplo para a humanidade."

"Meu querido Madiba, já tive a oportunidade de expressar a minha admiração por ti, inspiraste-me e continuas a inspirar-me a ser melhor pessoa", André Mendes de Portugal.

O enterro, segundo o Clayson Monyela, porta-voz do ministério sul-africano dos Negócios Estrangeiros, terá um caráter mais familiar, com a presença de poucos líderes mundiais.

Barack Obama Graca Machel

Graça Machel, viúva de Mandela, e Barack Obama, Presidente dos EUA durante a cerimónia fúnebre

O adeus do mundo

Entretanto, as cerimónias fúnebres terminaram em Joanesburgo, onde uma centena de chefes de Estado e de Governo e milhares de pessoas celebraram a luta do antigo Presidente da África do Sul contra o 'apartheid'.

Uma cerimónia religiosa ecuménica, cânticos e as memórias de familiares e amigos de 'Madiba' - como Mandela era tratado - serviram para homenagear o Nobel da Paz, num ambiente festivo, apesar da chuva que não parou de cair.

Colocou o ponto final o vice-presidente do Congresso Nacional Africano, Cyril Ramaphosa, após a intervenção do arcebispo emérito de Cidade do Cabo, Desmond Tutu, que enalteceu a vida do "extraordinário ícone" que foi Mandela.

Ao longo de quatro horas, a cerimónia, marcada por uma grande emoção, contou com discursos de líderes mundiais como os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e de Cuba, Raul Castro, que elogiaram a figura de Mandela.


Ouvir o áudio 02:49

Prossegue o adeus a Mandela

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