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Internacional

Proibição da venda de marfim na China 'não chega'

Ambientalista da WWF diz que a proibição do comércio de marfim na China é um "marco para a conservação dos elefantes em África". Mas será preciso fazer mais para travar os caçadores furtivos.

Para Arnulf Köhncke, especialista em conservação da vida selvagem do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês), o anúncio da proibição de todo o comércio e transformação de marfim, na China, até ao final de 2017 é um "marco" e uma "grande oportunidade" para travar a caça furtiva.

A China é um dos maiores consumidores mundiais de marfim. Todos os anos, 20 mil elefantes são mortos por caçadores furtivos em África.

Mas a proibição, por si só, "não vai parar o comércio ilegal de marfim" se a procura continuar, alerta o especialista.

Ouvir o áudio 03:04

Proibição da venda de marfim na China 'não chega'

Aumentar a consciencialização

Köhncke diz que "é importante que o Governo chinês continue a esforçar-se para diminuir a procura de marfim, para aumentar a consciencialização pública e a conservação, na China e em África", para "acabar com o comércio ilegal de marfim."

Para Arnulf Köhncke, a luta contra a procura de marfim, particularmente em países asiáticos como a China, a Tailândia e o Vietname, deve igualmente ser uma causa mundial.

No continente africano, esse combate passa por reforçar a legislação e melhorar o controlo alfandegário e nas fronteiras, segundo o especialista da WWF. Outro fator fundamental é, argumenta, "a luta contra a corrupção, porque a corrupção pode impedir o cumprimento da lei."

Apesar da proibição da venda de marfim até ao final do ano, a China vai permitir a venda de antiguidades em marfim, desde que identificadas e com origem em fontes legítimas, de acordo com o Conselho de Estado chinês.

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza, restam apenas 420 mil elefantes em África.

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