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Professores angolanos novamente em greve

Lusa
25 de abril de 2017

Professores do ensino geral cumprem a partir desta terça-feira um segundo período de paralisação, por aumentos salariais e atualização de carreiras. Propostas que aguardam resposta do Governo angolano desde 2013.

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Em abril, dezenas de escolas em Luanda fecharam portas por falta de professoresFoto: DW/P.B.Ndomba

Este segundo período de paralisação, até 5 de maio, segue-se a novas conversações entre os professores e o Ministério da Educação, nomeadamente um encontro a 18 de abril que o Sindicato dos Professores Angolanos (SINPROF), que convocou a greve,  descreveu como "ineficaz", quanto aos pontos reivindicados, como "atualização de categorias, reajuste salarial, subsídios em falta, passagem à efetividade e condições de trabalho".

"Mantida a interrupção do processo de atualização de categorias, com mais de oito anos sem haver promoções, estes factos têm penalizado a classe e pesam negativamente na motivação dos professores nas salas de aulas", acusa o sindicato.

O SINPROF diz aguardar desde 2013 por respostas do Governo e das direções provinciais de Educação ao caderno reivindicativo, nomeadamente sobre o aumento do salário, a promoção de categoria e a redução da carga horária, mas "nem sequer 10% das reclamações foram atendidas".

Retaliações e intimidações

Entre 5 e 7 de abril, na primeira fase da paralisação, dezenas de escolas em Luanda fecharam portas por falta de professores, cenário que se repetiu em várias províncias, por entre denúncias dos docentes de "retaliações e intimidações", sobretudo no interior do país.

Demonstration der SINPROF in Lubango, Angola
SINPROF reclama condições de trabalhoFoto: DW/A. Vieria

"Um pouco por todo país estamos a sofrer retaliações tendo em conta a greve que tivemos nos dias 05, 06 e 07 de abril. Inúmeros professores que não estão a lecionar na Luanda Sul por ameaças de desativação de nomes nas fichas do Estado", acusou na altura Guilherme Silva, presidente do SINPROF.

O dirigente sindical exortou também o Governo a fazer uma "leitura" da greve, porque os professores "são profissionais que formam outras profissões" e que precisam "maior valorização".

O ano letivo de 2017 em Angola arrancou oficialmente a 1 de fevereiro, com quase 10 milhões de alunos nos vários níveis de ensino, decorrendo as aulas até 15 de dezembro. Uma terceira fase desta greve interpolada está prevista para o mês de junho.