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Angola

Problemas no seio da UNITA desencadeiam deserções

Em Angola a UNITA está preocupada com a saída dos militantes do partido. A corrupção e a falta de diálogo entre a liderança e as bases são no entender do deputado Paulo Lukamba Gato, alguns dos motivos das deserções.

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Bandeira da UNITA e apoiantes do partido num comício no Huambo, Angola

As deserções de militantes da UNITA, o maior partido da oposição, tem estado a gerar preocupação no seio dos dirigentes da formação. Os ex-militantes estão a filiar-se a outros partidos, principalmente ao partido no poder, o MPLA.

O facto foi assumido, pela primeira vez, pelo deputado e antigo secretário-geral da UNITA, o general na reforma Paulo Lukamba Gato.

O general Gato, que falava à margem de um seminário na província do Huambo, disse que uma das principais razões que provoca o abandono de muitos militantes das fileiras da UNITA tem origem na ''falta de diálogo permanente'' entre a direção do seu partido, liderado por Isaías Samukuva, e os militantes da base.

E o ex-secretário-geral da UNITA apresenta soluções: "Temos a receita, é o diálogo permanente, institucional a todos os níveis. Tem de se dialogar, os dirigentes têm de ter tempo para dialogar, de aprofundar o contacto, estar próximo das preocupações dos militantes para podermos previnir esse tipo de casos que são sempre prejudiciais para a imagem do partido."

Wahl Angola

Líder da UNITA, Isaías Samakuva

Corrupção na UNITA

A corrupção é também para o alto dirigente da UNITA, Paulo Lukamba Gato, um outro fator por detrás deste abandono.

Ou seja, dadas as condições económicas difíceis que grande parte dos dirigentes do maior partido na oposição atravessa, o partido governante tem estado a tirar proveito dessa fragilidade aliciando-os com dinheiro e cargos governantivos para que possam ingressar nas suas fileiras.

Gato discorda desta forma de operar e diz que "não há nenhum partido que aplauda uma defeção. É sempre um motivo de preocupação para a direção do nosso partido e vamos fazer tudo para que o partido possa estancar este movimento de abandono."

O general destaca também que "este não é um movimento permanente, mas de vez em quando surge como fruto da situação muitas vezes difícil, da situação que as pessoas estão a atravessar e, face a certas promessas, as pessoas cedem frente as dificuldades do dia a dia."

Erste Wahl in Angola seit 16 Jahren UNITA-Anhänger

Campanha eleitoral da UNITA no Casenga durante as eleições de 2008

Liderança de Samakuva questionada

Entretanto, para muitos analistas e até mesmo dirigentes do maior partido na oposição, a fuga de militantes da UNITA tem também origem numa alegada apatia em relação à atual liderança de Isaías Samakuva.

A fuga de militantes como Carlos Morgado, Joaquim Icuma, os irmãos Abel e Américo Chivukuvuku, e tantos históricos da UNITA invidencia esta tese.

Atualmente, na cúpula do maior partido na oposição em Angola, uma das figuras contestatárias da atual liderança é o deputado e ex-secretário-geral, o general Abílio Kamalata Numa.

O general Numa pensa que a atual liderança não tem sido capaz de fazer uma verdadeira oposição contra o atual Governo do MPLA, o que de certa forma, origina as defeções.

Por isso Numa defende o seguinte: "Precisamos de uma liderança firme na UNITA. A lierança atual do meu presidente Samakuva é uma liderança que vai fazendo o que pode, mas não pode pressionar o MPLA para as alterações que Angola precisa. Temos de mudar isso tudo, só nesse contexto é que todos esses aspetos irão mudar."

Ouvir o áudio 03:18

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