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Moçambique

Presidente Nyusi diz que o balanço dos 40 anos de independência é positivo

Moçambique festejou 40 anos da independência sob o lema “Consolidando a Unidade Nacional, Paz e Progresso”. O Presidente disse que “o balanço dos últimos 40 anos é francamente positivo” mas lançou alguns alertas.

Filipe Nyusi anunciou alguns dos desafios de Moçambique no sentido da preservação da paz e unidade nacional bem como a criação de um país em que os recursos naturais devem ser propriedade de todos. Nyusi espera que os índices de crescimento se reflictam na vida de todos os moçambicanos.

O Presidente Filipe Nyusi destacou esta quinta-feira (25.06) os ganhos da independência nacional, nomeadamente a autodeterminação, soberania, liberdade, unidade nacional, acesso a serviços essenciais como a educação, saúde,entre outros. Nyusi indicou, a título de exemplo, que a taxa de analfabetismo passou de 93 para cerca de 48%, o número de professores dos ensinos primário e secundário aumentou sete vezes. O número de escolas secundárias cresceu de 12 para 920 e as universidades passaram de apenas uma para 48.

Preservar a paz e promover a unidade nacional

Uma das grandes conquistas foi a diminuição da mortalidade infantil. A esperança de vida passou de 40 para 52 anos. O Chefe de Estado enumerou, igualmente, os avanços registados na economia e em todos os outros sectores do país.

Falando sobre a Paz, Nyusi disse que “deve ser preservada a todo o custo” tendo afirmado que o país vai criar riqueza gerando um desenvolvimento equilibrado e inclusivo num ambiente de paz, estabilidade e segurança.

Segundo Nyusi a unidade nacional constitui a arma para os sucessos futuros, por isso, o Governo continuará a promover a harmonia, solidariedade, justiça e coesão entre os moçambicanos:

“Podemos ter caminhos diferentes para progredir ao longo do tempo mas não existe futuro nenhum para uma nação que se apresente dividida por ambições do poder. Não existe futuro para uma nação sobre a qual pese a ameaça de guerra e a violência. A unidade de todos os moçambicanos sob uma única bandeira é tão vital como o ar que respiramos.”

Os recursos naturais e a sua gestâo

O Presidente referiu que a prevalência do clima de paz e a descoberta de imensos recursos naturais no subsolo impõe novos desafios ao país. Indicou que a aposta é criar “ uma terra em que se afirme a equidade, onde os recursos naturais são propriedade de todos, terra de oportunidades iguais”:

“A nossa aposta é de assegurar que a sua exploração seja gerida de forma sustentável, transparente e objectiva. De modo a garantir que o seus benefícios sigam o desenvolvimento e prosperidade para todos os moçambicanos.”

O Presidente Filipe Nyusi apontou, como um dos desafios do país, que os índices de crescimento se reflictam na vida de todos os moçambicanos.

Mozambik Maputo

Estátua de Samora Machel primeiro presidente de Moçambique

As cerimónias centrais dos 40 anos da independência contaram com a presença de dezenas de milhares de populares e de personalidades nacionais e estrangeiras, incluindo alguns Chefes de Estado e de Governo.

Um momento especial da cerimónia foi a chegada da “Tocha da Chama da Unidade” que percorreu, de mão em mão, durante dois meses e meio todos os distritos do país.

Fundadores da FRELIMO condecorados

No quadro das celebrações do aniversário da independência foram condecoradas 65 figuras e entidades nacionais e estrangeiras, sendo de destacar a atribuição do título honorífico de Herói Nacional a dois fundadores da Frente de Libertação de Moçambique, nomeadamente Marcelino dos Santos e Feliciano Gundana.

A DW saiu a rua para saber, dos cidadãos de Maputo, até que ponto as promessas foram cumpridas nestes últimos 40 anos de independência:

“O país é livre e independente de algumas escaramuças que aconteceram durante alguns anos. Em Moçambique circula-se à vontade. Outra coisa é o direito à expressão, o direito à imprensa.”

“Existem algumas coisas que não estão cumpridas. A habitação para os jovens e a falta de emprego.”

“Muita coisa mudou, há muita paz. Há muita liberdade hoje em dia.”

“Do ponto de vista da democracia são coisas que não foram encontradas de ânimo leve. Foi por conta de algum sacrifício.”

“Há apropriação aos recursos naturais onde, em algum momento, os moçambicanos estão a beneficiar mas em outros não.”

“As crianças ainda não têm a assistência que deviam ter. Há desnutrição. A mulher ainda não tem acesso à saúde e à educação. Não tem participação na governação.”

Ouvir o áudio 03:30

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