1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Guiné-Bissau

Presidente guineense procura soluções para a crise

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, começou, esta segunda-feira, a ouvir associações e partidos para encontrar uma solução para a crise política. Aliança partidária denuncia "tentativa de golpe institucional".

default

Presidente guineense, José Mário Vaz

Depois de duas semanas de impasse no Parlamento e de vários apelos, o Presidente da República guineense iniciou auscultações para tentar resolver a crise política. Esta segunda-feira (25.01), José Mário Vaz reuniu-se com organizações da sociedade civil, incluindo plataformas de mulheres e líderes juvenis.

Nelvina Barreto NGO Miguilam

Nelvina Barreto: José Mário Vaz quer ver a crise resolvida num "quadro de diálogo"

Em nome das organizações, Nelvina Barreto, coordenadora do Miguilam - Movimento Mindjeris di Guiné No Lanta (Mulheres, ergamo-nos), afirmou que José Mário Vaz quer ver a crise resolvida num "quadro de diálogo", para que a paz seja mantida.

O chefe de Estado "diz que vai utilizar a sua magistratura de influência para chamar à razão os atores políticos e mostrar-lhes a necessidade de aprofundarem o diálogo entre si e resolverem os diferendos a nível das instituições a que pertencem."

Ainda segundo José Mário Vaz, citado por Barreto, "o recurso aos tribunais deveria ser em última instância, quando o diálogo político chega aos seus limites."

"Qual o interesse de pôr povo a sofrer?"

Guinea-Bissau Allianz der Demokratischen Parteien

"Fórum de concertação" alerta para "tentativa de golpe institucional"

Nesta terça-feira, o chefe de Estado reúne-se com os partidos políticos com e sem assento no Parlamento. Vicente Fernandes, líder do Partido da Convergência Democrática (PCD), com assento parlamentar, suspeita que o Presidente se esteja a preparar para dissolver a Assembleia Nacional.

"Já havia um decreto do Supremo Tribunal que definiu claramente as regras do jogo em termos de governação", salienta Fernandes. "Se se disse que é o partido maioritário [que deve governar], para que estamos num processo de audição? Pode-se presumir ou suspeitar que há uma intenção deliberada de abater este Governo. Qual é o interesse? Qual a razão de as pessoas estarem constantemente a pôr este povo a sofrer e a chorar?"

"Tentativa de golpe institucional"

O PCD integra uma aliança com quatro outras formações políticas - o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), a União para a Mudança (UM), o Partido da Unidade Nacional (PUN) e o Movimento Patriótico (MP).

Este "fórum de concertação" denunciou, na segunda-feira, o que considera ser uma "tentativa de golpe institucional" no país, que deve ser travada.

Ouvir o áudio 03:01

Presidente guineense procura soluções para a crise

Em carta aberta, os partidos anunciaram ainda que vão tentar uma ação judicial contra os 15 deputados expulsos do PAIGC e que perderam o seu mandato parlamentar, segundo as deliberações da Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.

Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, denunciou "um plano de fazer o país mergulhar na insegurança já crescente, atrofiar as estruturas de funcionamento do Estado a favor de entidades privadas ou controladas por terceiros e proteger atos do crime organizado, tais como o tráfico de influência, a lavagem de dinheiro e o narcotráfico."

Os cinco partidos avisaram que a promoção do diálogo e o estabelecimento de compromissos que favoreçam a estabilidade interna não é uma alternativa ao cumprimento escrupuloso das leis guineenses. Prometeram, assim, responsabilizar "política e judicialmente" as entidades e titulares de órgãos que praticarem atos que violem as leis, princípios e regras de Estado democrático.

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados