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Especiais

Presidenciais de 2011 de São Tomé e Príncipe

As eleições mais disputadas de sempre no arquipélago, com dez candidatos a chefe de Estado. Num ponto todos estão de acordo: a estabilidade política é fundamental, pois sem ela não haverá crescimento económico.

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Palácio Presidencial de São Tomé e Príncipe

No domingo, dia 17 de julho de 2011, realizam-se eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, e tudo indica que venha a ser necessária uma segunda volta que, a confirmar-se, deverá ter lugar três semanas depois. Embora as hipóteses de sucesso não estejam distribuídas de forma igual pelos dez candidatos ao Palácio Cor de Rosa o resultado final é imprevisível.

Para o analista político Gerhard Seibert, do Centro de Estudos Africanos do Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), o entusiasmo suscitado por este sufrágio “é difícil de explicar”.

Na sua óptica existem quatro candidatos com grande probabilidade de passar à segunda volta. “O ex-presidente, Manuel Pinto da Costa, tem hipóteses de chegar a segunda volta, assim como Maria das Neves ambos das fileiras do MLSTP/PSD e também o Delfim Neves que tem o apoio do MDFL/PL, partido do Presidente da República Cessante e do PCD, partido do qual o candidato é secretário-geral”, disse Seibert.

Evaristo Carvalho é o quarto nome apontado para a segunda volta. “Ele é apoiado pelo ADI, que está agora no governo. Não acho que seja um político que tenha estado visível nos últimos anos nem que seja um homem carismático. Com algumas dúvidas ele também pode ser um dos que cheguem a segunda volta”.

A palavra chave é estabilidade

Num país onde a instabilidade política tem sido recorrente nos últimos anos com sucessivas quedas de governos – desde 1991 os governos duraram em média dois anos – garantir a estabilidade política tem sido a promessa de todos os candidatos. Sem estabilidade não é possível o crescimento económico.

O último relatório do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) é claro na descrição do alcance da pobreza em São Tomé e Príncipe: 54 por cento dos cerca de 190 mil habitantes do arquipélago são pobres e as perspectivas não são animadoras.

O documento do BAD identificou os estrangulamentos: “o crescimento económico, centrado em actividades pouco diversificadas, não conseguiu criar oportunidades de emprego para os camponeses pobres e para os jovens residentes nas zonas urbanas”.

Os trabalhos do novo Presidente

O futuro chefe de Estado de São Tomé enfrentará uma tarefa difícil: terá focalizar a sua atenção no reforço da credibilidade externa, atrair investimento estrangeiro, assegurar práticas de boa governação, diversificar a estrutura económica para além dos sectores da produção de cacau e petróleo e normalizar as relações institucionais entre as principais instituições políticas do país (a Presidência, o Governo e a Assembleia Nacional). Na última década São Tomé teve nove Governos e assistiu a duas tentativas de golpe de Estado (em 2003 e 2009).

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