1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

População da Zambézia teme confrontos entre polícia e RENAMO

O clima é de insegurança e medo na província central da Zambézia devido às ameaças feitas pelo maior partido da oposição moçambicana. RENAMO defende destituição do governador da Zambézia e do administrador de Quelimane.

Na semana passada, num comício perante milhares de pessoas em Chirangano, na cidade de Quelimane, o delegado político provincial da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) na Zambézia, Abdala Ossifo, fez saber que, custe o que custar, Moçambique será dividido em dois.

“Há um grupo pequeno que considera o povo como se este fosse herança sua. E todas as vezes costuma engolir os cerca de 24 milhões de habitantes moçambicanos”, criticou.

Mosambik Abdala Ussufo Vertreter von Renamo in Zambezia

Abdala Ossifo, delegado político da RENAMO na Zambézia

“Vamos permitir que alguém nos venha humilhar? Vamos permitir que um tirano nos venha tirar a nossa terra?”, interrogou Abdala Ossifo, para logo a segui responder: “vamos governar”.

Abdala Ossifo acrescentou que a divisão da República de Moçambique será antecedida pela destituição imediata de dois principais dirigentes. O delegado da RENAMO referia-se ao governador da Zambézia, Joaquim Veríssimo, e ao administrador de Quelimane, Vicente Cinquenta, ambos ao serviço do partido no poder, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).

“Aqui na Zambézia, queremos o nosso governador, administrador, chefe do posto da localidade e régulo também”, sublinhou.

Receio de confrontos

Vários munícipes ouvidos pela DW África afirmam que, caso isso venha a acontecer, a situação poderá culminar com confrontos armados. Por isso, temem mortes por tiroteios entre a polícia e guerrilheiros da RENAMO.

Ouvir o áudio 02:33

População da Zambézia teme confrontos entre polícia e RENAMO

“O povo não quer guerra, não quer desordem. Quer a união dos que estão à frente do povo”, disse um morador.

“Divisão significa guerra. Já Moçambique não está em paz”, considerou outro munícipe, defendendo que deveria haver conversações entre os dois partidos “para o povo também ficar em paz”.

Diálogo entre RENAMO e FRELIMO

Representantes na Zambézia do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e da Aliança Independente de Moçambique (ALIMO) dizem que a situação pode agravar-se caso a RENAMO e a FRELIMO não dialoguem.

Salvador Cláudio, da ALIMO, defende que o Presidente da República, Armando Guebuza, e o presidente da RENAMO, Afonso Dhlakama, se sentem à mesma mesa para “se entenderem e repor a paz” em Moçambique. País que “não é só para a FRELIMO, é para todo o povo”, sublinha.

“Não sei bem para onde vamos. Não sei se é de forma pacífica que as coisas vão acontecer”, afirma, por outro lado, Abrão Macete, do MDM, a segunda maior força da oposição moçambicana.

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados