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Internacional

Política de migração alemã influencia investimentos em África

A Alemanha está representada ao mais alto nível na segunda Cimeira Económica Alemanha-África que decorre no Quénia. Berlim quer aumentar o investimento em África também com o objetivo de travar a migração ilegal.

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Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, ao volante, ao lado do presidente da Wolkswagen, na sucursal da empresa alemã em Thika

Quatro ministérios alemães estão representados na Cimeira Económica Alemanha-África, um evento de três dias que arrancou esta quarta-feira (08.02) na capital queniana. Estão em Nairobi os ministros dos Negócios Estrangeiros e do Desenvolvimento, Sigmar Gabriel e Gerd Müller, respetivamente, enquanto os ministérios da Economia e Finanças enviaram secretários parlamentares.

Do lado africano há também representantes de alto nível: o Presidente do Quénia, Uhuru Kenyata, que abriu a cimeira, e cinco ministros africanos. 

Continente de oportunidades

O ministro do Desenvolvimento da Alemanha fez um anúncio claro há poucas semanas: a economia alemã deve investir mais em África. Um continente cheio de oportunidades, sublinhou Gerd Müller numa entrevista à televisão pública alemã ZDF.

E são muitas as razões pelas quais o empenho económico em África é tão importante para a política alemã.Por um lado, há muitos refugiados africanos na Alemanha. E o próprio Governo alemão já reconheceu que as condições de vida em África têm de ser melhoradas, como forma de evitar que os africanos sejam obrigados a migrar para a Europa.

"Se o problema em África não for resolvido, eles virão para cá, mais cedo ou mais tarde", disse recentemente o ministro Gerd Müller. 

Ungarn Illegale Einwanderer an der Grenze zu Serbien

Migrantes ilegais africanos que chegaram à Europa via Hungria e Sérvia

Relativamente às relações entre as partes, importa referir que apenas 1000 empresas alemãs estão operacionais no continente africano, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento. Cerca de dois terços dos investimentos são na África do Sul. O comércio exterior alemão com o continente africano representa entre 2% a 3%, um valor muito baixo.

Heinz-Walter Große é presidente da Iniciativa da Economia Alemã para a África Subsaariana (SAFRI) e um dos organizadores da cimeira. Ele avalia o percurso da cooperação entre as duas partes: "Acho que nos últimos doze meses o continente africano registou grandes desenvolvimentos, o que despertou o interesse de empresas alemãs."

Porém, o presidente da SAFRI sublinha que "existem diferenças de região para região e de país para país, mas o comércio bilateral aumentou bastante. E os dados sobre o desenvolvimento também mostram isso. Em 2015 o comércio com África aumentou para quase 26 mil milhões de euros.

Instabilidade desencoraja investimentos

No entanto, muitos empresários evitam investir em África. A maioria receia a instabilidade em alguns países. Os elevados índices de corrupção também são um obstáculo ao investimento. Por isso, as associações económicas pressionam o Governo para que lhes deem mais garantias, para evitar potenciais riscos de investimento.

Ouvir o áudio 02:50

Política de migração alemã influencia investimentos em África

Também o ministro do Desenvolvimento, Gerd Müller, sugere um instrumento que tenha em conta esse aspeto no seu "Plano Marshal para África".

A especialista em desenvolvimento da Fundação Conhecimento e Política (SWP) de Berlim, Elvira Schmieg, sugere que alguns incentivos devem ser analisados: "Se, por exemplo, forem discutidos os créditos fiscais ou as garantias de créditos no contexto do Plano Marshall, então isso já poderá ser uma ajuda."

Elvira Schimieg considera que "a longo prazo será fundamental a forma como as condições se irão desenvolver em África". E a especialista conclui: "E com os nossos instrumentos de desenvolvimento de negócios só podemos trabalhar de forma muito limitada."

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