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Moçambique

Polícia moçambicana detém dois suspeitos do assassinato de Gilles Cistac

Quase um mês e meio depois do assassinato do constitucionalista franco-moçambicano, a polícia deteve dois homens suspeitos de envolvimento. As investigações prosseguem.

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Constitucionalista franco-moçambicano Gilles Cistac foi morto no início de março

Já se encontram nas mãos da polícia moçambicana dois suspeitos de envolvimento no assassinato do constitucionalista Gilles Cistac.

"São eles Lúcio Manuel e Arsénio Nhaposse", anunciou esta segunda-feira (13.04) o porta-voz da polícia, Arnaldo Chefo, numa conferência de imprensa na capital moçambicana. "Lamentamos não os poder apresentar aos órgãos de comunicação social por ainda estarem a decorrer diligências para o solicitar".

Ouvir o áudio 02:54

Polícia moçambicana detém dois suspeitos do assassinato de Gilles Cistac

Poucos detalhes

Chefo não avançou detalhes sobre a data exata e as circunstâncias da detenção dos dois suspeitos. Disse apenas que ambos são moçambicanos e se encontram detidos na cadeia de máxima segurança de Maputo.

O porta-voz da polícia sublinhou, no entanto, que o facto de o tribunal da cidade de Maputo ter autorizado as detenções revela, por si só, que a polícia conseguiu apresentar "indícios de elementos factuais" sobre a suspeita de envolvimento dos dois homens no assassinato.

Mas, mais uma vez, Chefo recusou-se a entrar em pormenores "para não atrapalhar o processo de investigação. Há um trabalho que está a ser feito com vista a localizar todos os elementos da quadrilha que cometeu este crime."

Um sinal para a família e amigos de Cistac

O constitucionalista franco-moçambicano Gilles Cistac foi baleado por homens armados a 3 de março numa zona nobre da cidade de Maputo.

Trauer nach der Ermodung von Gilles Cistac in Maputo

Assassinato do constitucionalista provocou uma onda de choque em Moçambique

O seu assassinato provocou uma onda de choque e de consternação no país, tendo sido organizados protestos nas duas principais cidades do país, Maputo e Beira. Os manifestantes exigiam à polícia moçambicana uma investigação exaustiva e transparente para que os autores do crime respondam perante a Justiça.

Reagindo às detenções que acabam de ser efetuadas, o analista Calton Cadeado disse à DW África que, tratando-se de informações preliminares, é necessário ter alguma cautela e paciência para perceber na profundidade o sinal que acaba de ser dado pela Polícia.

No entanto, "este é um sinal que pode tranquilizar a família, os amigos e os colegas do professor Cistac, tal como a sociedade em geral, para ficarmos com a clara sensação e expectativa de que nenhum crime pode passar impune."

O assassinato de Gilles Cistac foi várias vezes associado a alguns posicionamentos que ele assumira contrários ao regime. Cistac disse, por exemplo que não havia um impedimento constitucional à pretensão do maior partido da oposição, a RENAMO, de criar autarquias provinciais nos locais onde saiu vencedora nas eleições gerais de 15 de outubro de 2014. Os resultados eleitorais foram contestados pelo partido, que os considerou "fraudulentos".

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