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Moçambique

Pequenos contratempos não afetam campanha eleitoral em Quelimane

Campanha de mobilização de eleitores na Zambézia decorre sem sobressaltos, afirmam partidos envolvidos. Os pequenos partidos também estão otimistas quanto aos resultados a serem alcançados. Mas há algumas empecilhos.

A campanha eleitoral está na contagem decrescente para seu termo. Os vinte e dois dias decorrentes possibilitam aos representantes das formações partidárias na cidade de Quelimane, província central da Zambézia, avaliarem de forma positiva o percurso desta maratona de conquista ao eleitorado para o dia da votação marcada para 15 de outubro.

A FRELIMO, Frente de Libertação de Moçambique, o partido no poder, escusou-se em avançar qualquer informação relacionada com a sua campanha eleitoral.

Os representantes de partido ao nível de Quelimane disseram á DW África que careciam de ordens superiores para dar entrevista, mas, simpatizantes daquele partido garantiram que tudo esta a decorrer a 100%.

A RENAMO, Resistência Nacional de Moçambique, o maior partido da oposição, considera que os eleitores estão a acatar perfeitamente a mensagem que está a divulgar nas comunidades sobre o que fará nos próximos cinco anos, caso o partido e o seu líder, Afonso Dlakhama, sejam eleitos nas eleições gerais de 15 de outubro próximo.

QUALITÄT Wahlkampagne Quelimane Mosambik - Latifo Sharifo RENAMO Partei

Latifo Charifo, delegado distrital da RENAMO

RENAMO satisfeita

Latifo Charifo, delegado distrital da RENAMO em Quelimane, está contente com o que já foi feito até aqui: "A avaliação é positiva, porque conseguimos transmitir a mensagem do partido RENAMO e do presidente Dhlakama para população votar nele e no partido. Não queremos que haja divisões entre os moçambicanos, queremos que haja igualdade nas oportunidades. Isto o presidente Dhlakama e a RENAMO vão implementar."

O delegado distrital da RENAMO em Quelimane afirmou por outro lado, que a caça ao voto está a ser intensificada com a alocação de mais recursos materiais, que chegaram tarde: "Dentro de dois a três dias vamos receber uma quantidade considerável de material. Já recebemos o dinheiro um pouco tarde, e pelo facto a campanha começou no domingo e nós recebemos o material só na sexta-feira."

Ainda de acordo com Charifo "o tempo de fabrico de material demorou um pouco. Mas já está ultrapassada a situação e brevemente teremos material suficiente para fazermos face a campanha."

Abrão Macete MDM

André Claudio, delegado político provincial do partido ALIMO

MDM confiante

Esta terça-feira (23.09) o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) não se fez ao terreno e reservou o dia para preparar a chegada do seu líder que é esperado nesta semana em Quelimane.

Uma das estratégias que os partidos políticos têm privilegiado na cidade de Quelimane é a campanha porta a porta.

Abrão Macete, porta-voz da campanha eleitoral do MDM, a segunda maior força da oposição, disse que desde que começou a campanha eleitoral um grande número de bairros residenciais já foram abrangidos, até os mercados.

O porta-voz do MDM garante que a principal arma está a ser bem usada: "O melhor recurso que temos, e que foi útil até ao momento e que continua a ser é o manifesto eleitoral. É ali onde está a nossa proposta de governação e esta é a mensagem que deve ser divulgada, portanto, não temos problemas com esse material."

"Para nos locomovermos aos vários sítios já temos recursos para tal, por exemplo motorizadas e viaturas. E para os lugares onde podemos chegar a pé, temos pés para irmos lá. Todas as condições estão disponíveis e só estamos à espera do dia 15 para podermos concretizar o que estamos a ler, agora, durante a campanha", finaliza Macete.

Os pequenos queixam-se

André Claudio, delegado político provincial da Aliança Independente de Moçambique, ALIMO, disse, entretanto, que oseu partido ainda não iniciou com a campanha eleitoral por falta de material de propaganda.

Mas seu eleitorado continua sendo mobilizado, garante Claudio e justifica os atrasos na sua formação: "Demoramos a avançar com a campanha eleitoral por causa do material. Mas o presidente do partido, centralmente, lá em Maputo, prometeu que até o dia 25 deste mês vamos arrancar com a campanha."

Para Raúl Paiva, do PDD, partido para Paz, Democracia e Desenvolvimento, a campanha também decorre na normalidade.

Mas a grande preocupação é o tratamento desigual que é manifestada pela Policia que não garante segurança das caravanas dos seus membros durante a conquista de voto: "Na Zambézia não há polícia para o PDD, existe polícia para a FRELIMO. Para nós nunca fez o acompanhamento. o que nos interessa é chegar ao eleitorado para falarmos do pedido ao voto."

Ouvir o áudio 03:27

Pequenos contratempos não afetam campanha eleitoral em Quelimane

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