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Guiné-Bissau

PAIGC exige "demissão imediata" do Governo guineense

O partido vencedor das legislativas na Guiné-Bissau pede nomeação de Augusto Olivais como primeiro-ministro. Líder do PAIGC também acusou José Mário Vaz de facilitar narcotráfico no país. Presidência ainda não reagiu.

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Sede do PAIGC em Bissau: Protesto contra o Presidente em 2015

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) exigiu esta segunda-feira (20.01), em comunicado, "a imediata demissão do atual Governo", liderado por Umaro Sissoco Embaló, e "a nomeação sem demoras de Augusto Olivais".

Para o partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, a nomeação de Olivais, dirigente do PAIGC, colocaria fim ao impasse político na Guiné-Bissau e faria com que fosse respeitado o Acordo de Conacri.

Ouvir o áudio 03:03

PAIGC exige "demissão imediata" do Governo guineense

O PAIGC regozija-se ainda com as palavras do presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO).

Marcel de Souza defendeu, em declarações à RTP África, que a persistência do impasse político na Guiné-Bissau se deve ao facto de o nome de consenso escolhido à luz do Acordo de Conacri, o de Augusto Olivais, ter sido preterido pelo de Umaro Sissoco Embaló, nomeado primeiro-ministro.

Narcotráfico volta ao debate

Numa entrevista exclusiva à DW África, o presidente do PAIGC acusou José Mário Vaz e o atual Governo de facilitarem o tráfico de droga no país. A DW África solicitou uma reação à Presidência da República e ao Executivo guineense, mas ainda aguarda uma resposta.

Não é a primeira vez que se fala num alegado envolvimento das autoridades no narcotráfico nas ilhas Bijagós. Ultimamente, em Bissau, foram referidos os nomes do Presidente da República, José Mário Vaz, e do primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, como estando associados a essas práticas.

Guinea-Bissau Umaro Sissoco und José Mário Vaz

Umaro Sissoco Embaló e José Mário Vaz

Num encontro mantido na semana passada com operadores turísticos no país, José Mário Vaz avisou que não irá tolerar qualquer atividade que envolva o tráfico de droga no país. "Eu não quero droga na Guiné-Bissau", frisou.

O chefe de Estado guineense deixou ainda um conselho aos operadores que eventualmente estejam ligados a essa prática: "Terminem rapidamente com isso. Se não terminarem, terão a casa fechada e podem ir para prisão".

As denúncias têm sido feitas por grupos de militantes do PAIGC e pelo Movimentodos Cidadãos Consciente e Inconformados. Dizem quepequenos aviões clandestinos oriundos da América do Sul carregados de cocaína aterram com uma certa frequência nas ilhas do arquipélago dos Bijagós. Por vezes, acrescentam, os traficantes preferem largar a droga empacotada no mar, perto do arquipélago.

Interpol sem meios

"A Guiné-Bissau tem cerca de 86 ilhas e não temos meios para chegar lá", admite Martinho Camará, diretor nacional da delegação na Guiné-Bissau da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal, que tem recebido notificações de atividades ilícitas nas ilhas.

"Estamos na eminência de os traficantes se aproveitarem das nossas fragilidades para as suas atividades ilícitas. É um perigo para a Guiné-Bissau e para o mundo", adverte o responsável da Interpol.

Neste momento, diz, a Guiné-Bissau ainda é um país de trânsito, mas com o tempo pode vir a tornar-se um país consumidor ou produtor. 

Segundo Martinho Camará, tem aumentado a compra de carros topo de gama em Bissau com dinheiro que se supõe estar ligado ao narcotráfico. "São viaturas de proveniência duvidosa. Mas há um inquérito em curso e estamos a trabalhar em parceria com outras corporações", diz.

 

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