Os PALOP procuram atrair mais turistas na BTL | Angola | DW | 01.03.2018
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Angola

Os PALOP procuram atrair mais turistas na BTL

Na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), os PALOP esforçam-se em promover o seu turismo. Enquanto em Angola os preços são um desincentivo, na Guiné-Bissau são as intermináveis crises políticas e sociais.

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"Stand" de Angola na Bolsa de Turismo de Lisboa 2018

A trigésima edição da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) tem este ano o Marrocos como o país convidado, com exposição no mesmo pavilhão onde se encontram os cinco países africanos de língua portuguesa.

Ciente das suas variadas potencialidades, Angola assume que quer fazer do setor do turismo uma das fontes de receita para a diversificação da sua economia, afetada com a baixa do preço do petróleo no mercado internacional.

Planos existem, mas as limitações em termos orçamentais ainda impedem o desenvolvimento desejado – afirma o secretário de Estado da Hotelaria e Turismo de Angola, José Guerreiro Alves Primo.

"Infelizmente as verbas não são suficientes para nós desenvolvermos tão bem quanto queríamos os nossos planos", lamenta José Guerreiro Alves Primo.

O Governo angolano tem como prioridade a identificação do património existente a nível municipal e provincial, incluindo a definição de roteiros turísticos. Entretanto, o Executivo decidiu impulsionar medidas para atrair turistas estrangeiros, com a aprovação de um decreto de facilitação e isenção de vistos que abrange 61 países.

Stand aus Guinea-Bissau in BTL 2018, Portugal

Delegação da Guiné-Bissau no seu stand da BTL

Acomodação cara é um desincentivo em Angola

José Guerreiro admite existirem outras dificuldades, no que toca ao alojamento e mobilidade, além de "algumas questões inerentes à segurança".

Reconhece, por outro lado, que "o custo [de acomodação] ainda é um fator decisivo para um turista; normalmente vai procurar outras alternativas de alojamento a bom preço que não seja num hotel de cinco estrelas. Esta é uma preocupação que nós temos."

Mas Guerreiro fala em soluções: "Estamos a discutir com os operadores, também com os restantes setores da economia para ver que incentivos podem ser dados aos operadores para eles se multiplicarem, para aumentar a concorrência e diminuir os custos operacionais."

Cabo Verde, Moçambique e STP

Enquanto Cabo Verde reafirma a sua aposta no turismo de sol e praia, as entidades moçambicanas procuram atrair turistas com enfoque na Ilha de Moçambique, que assinala os 200 anos da sua elevação a cidade.

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PALOP procuram atrair mais turistas na BTL

São Tomé e Príncipe veio à BTL exibir o selo da sua exuberância natural, tendo apresentado esta quinta-feira (01.03) o seu Plano Estratégico e de Marketing, virado para o turismo sustentável e de qualidade.

Guiné-Bissau e a promoção

Entre os países africanos de língua portuguesa, a Guiné-Bissau também quer desenvolver o turismo da natureza, usando as ilhas dos Bijagós como referência nacional.

Catarina Taborda é diretora de Promoção e Eventos do Ministério do Turismo e do Artesanato e garante:

"Nós continuamos a promover o arquipélago dos Bijagós. Temos que apostar em algo, temos que começar por algum lado. Estamos a investir nas nossas praias, estamos a mostrar aquilo que a Guiné-Bissau tem de bom para oferecer."

E a diretora revela projetos já em curso: "Estamos também em parceria com alguns resorts que lá temos. Já temos pacotes turísticos do "Sonhando”, que foi lançado agora para quem quiser visitar o nosso país.

Catarina Taborda von Ministerium für Tourismus aus Guinea-Bissau (DW/J.Carlos)

Catarina Taborda

Guiné-Bissau luta contra preconceitos

Apesar da prolongada crise política, considerada eventualmente como um dos fatores de retração, esta responsável guineense acredita que o país tem potencial atrativo, que pode contribuir para o desenvolvimento nacional.

E Taborda compara: "Nós temos o exemplo: Portugal vive do turismo e porque não a Guiné-Bissau? O que eu digo sempre é que todos os países têm problemas políticos, sociais. E então eu acho que aquilo que a Guiné-Bissau tem de bom cobre a outra parte."

"As pessoas têm uma ideia pré-concebida da Guiné-Bissau, de forma negativa. Então, peço para lá irem ver, que vejam e conheçam a Guiné-Bissau de perto, e [concluirão] que realmente é muito diferente daquilo que as pessoas falam. O ecoturismo é um ponto forte, sim. Nós temos os hotéis, fazemos visitas guiadas, pode-se ver os hipopótamos das áreas protegidas pela UNESCO e tudo mais, que é fabuloso, é fantástico", assegura Catarina Taborda.

Considerada a maior feira deste setor em Portugal, a BTL abriu as portas esta quarta-feira (28.02.) e  encerra no próximo domingo(04.03.), com a previsão de receber mais de 75 mil visitantes, de acordo com a organização.

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