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Internacional

Os eritreus vivem entre opressão e exílio

Após anos de silêncio diplomático, uma delegação do Governo de Asmara esteve em Berlim, para relançar a cooperação entre a Eritreia e a Alemanha.

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Encontro em Berlim de peritos, políticos e representantes de ONG que trabalham na Eritreia

A Eritreia tem um longo histórico de violações dos direitos humanos que contradiz a esperança nela depositada após a independência, em 1993.

O país continua a não aplicar a Constituição redigida em 1997, e é atualmente um regime de partido único.

Na capital alemã, Berlim, estiveram reunidos na semana passada (07 a 09.) peritos, políticos e representantes de Organizações Não Governamentais (ONG) que trabalham na Eritréia. Para alguns deles a comparação frequentemente feita entre a Eritreia e a Coreia do Norte não é um exagero.

Yemane Gebreab, conselheiro próximo do Presidente eritreu Isaias Afewerki, disse em entrevista à DW que muitos países africanos têm sistemas multipartidários disfuncionais e Constituições que só existem no papel.

"Encaramos de forma muito crítica a evolução do continente africano desde o fim do colonialismo. Se reparar, não se registaram grandes sucessos”.

Ele acrescentou que a Eritreia simplesmente prossegue a sua abordagem particular de governação.

Eritrea Podiumsdiskussion Yemane Gebreab

Yemane Gebreab, conselheiro do Presidente eritreu


Jovens abandonam Eritreia

Uma das razões principais que levam muitos jovens a abandonar a Eritreia é o recrutamento forçado para o serviço militar ou "nacional", o que pode durar mais de 10 anos. Daí que a Eritreia se encontre entre os 10 principais países do mundo no que toca à migração.

Pelo menps 25 mil cidadãos eritreus solicitaram asilo na Alemanha em 2015 e 200 mil aguardam uma decisão das autoridades do Sudão e da Etiópia, países vizinhos.

No final de 2015, o Governo da Eritreia comprometeu-se a reduzir o seu serviço militar para 18 meses. Um ano mais tarde, muito pouco mudou e os jovens continuam a fugir em massa.

Eritrea Podiumsdiskussion Dr. Almaz Zerai

Almaz Zerai, da Rede das Mulheres eritreias na diáspora

Por seu turno, Almaz Zerai, representante da Rede das Mulheres eritreias na diáspora, disse que a realidade no terreno contradiz as declarações feitas pelo Governo de Asmara.

“Já era tempo para sairem do estado de negação”.

O anúncio do Governo de aumentar o salário dos recrutas tem pouco valor para a ativista. “Eles dizem que agora os salários vão aumentar e que o problema será solucionado. Não. O Governo deveria deixar os jovens viverem as suas vidas, serem livres como na verdade querem".

Reduzida ajuda do estrangeiro

Eritrea recebe atualmente pouca ajuda externa. A ajuda oficial ao desenvolvimento sitou-se em 74 milhões de euros em 2014, de acordo com o Comité de Ajuda ao Desenvolvimento da Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (DCD-DAC).

Embora a agricultura assuma a primeira posição na economia do país, Eritreia tem muitos recursos naturais, incluindo ouro, cobre, zinco e potássio.

Para manter a economia à tona de àgua, Eritreia depende das remessas enviadas para casa de cidadãos exilados em várias partes mundo.

No encontro de Berlim foi alegado que o Governo, desesperado por dinheiro, faz vista grossa ao êxodo em massa na expectativa da entrada no país de euros e dólares.

Ouvir o áudio 03:12

Os eritreus vivem entre opressão e exílio

As violações dos direitos humanos fazem com que a Alemanha seja relutante em ajudar o país africano

A recente decisão da UE de conceder um pacote de 200 milhões de ajuda suplementar à Eritreia para conter a onda de refugiados tem sido questionada por muitos. Os críticos argumentam que a atribuição de fundos poderá resultar no fortalecimento da repressão exercida pelo Governo de Eritréia, nomeadamente de tentar silenciar a oposição, aumentando assim a magnitude da crise de migração.

Mittelmeer Rettung von Flüchtlingen

Entre os milhares de migrantes que tentam atravessar o Mediterraneo, figuram muitos eritreus

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