Organizações da sociedade civil angolana querem ajudar nas eleições de 2017 | Angola | DW | 06.12.2016
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Angola

Organizações da sociedade civil angolana querem ajudar nas eleições de 2017

Associações mostraram-se disponíveis, em evento hoje (06.12), a cooperar para a boa condução das eleições gerais do próximo ano.

Angola 2012 Wahlen Luanda (AP)

Eleições em Luanda. Foto ilustrativa.

O objetivo é ajudar a direcionar os discursos dos partidos políticos em período de pré-eleitoral para preservar a paz e evitar a abstenção nas eleições gerais de 2017. O mote foi lançado em Luanda no arranque de uma conferência organizada pela Associação Mãos Livres, o Fórum das Mulheres Jornalistas e a Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD).

Em declarações à imprensa, o dirigente da Associação Mãos Livres, David Mendes, referiu que no próximo ano (2017) essas organizações vão mudar as suas agendas em função do processo eleitoral que se avizinha para que o mesmo decorra "da melhor maneira" e sem os "conflitos" que se verificam na vizinha República Democrática do Congo.

Segundo David Mendes, o programa e ações dessas organizações vai se adaptar ao processo eleitoral, nomeadamente no estímulo das pessoas ao registo eleitoral, à votação e educação dos políticos para "assumirem os resultados que vierem das eleições".

Pré-campanha eleitoral

Angola Anwalt David Mendes (DW/P.B. Ndomba)

Advogado angolano David Mendes.

David Mendes referiu que a realização desta conferência de dois dias teve como objetivo juntar partidos políticos, igrejas e sociedade civil, para uma reflexão à volta da situação da paz, da democracia e dos direitos humanos em Angola, a propósito do período de pré-campanha eleitoral.

"Sabemos que quando há campanhas, ou pré-campanhas, os partidos políticos tratam de defender os seus programas e, nessa defesa dos seus programas, às vezes se esquecem de que é preciso preservar a paz, os direitos humanos e a democracia", salientou.

O advogado considerou importante estimular a tolerância política. "Muitas vezes entre nós, em África em geral, não se respeita. Este é um exercício que se quer fazer para envolver os partidos, a sociedade civil, as igrejas, para este espírito de tolerância e de reconhecimento da unidade na diversidade, é esse o nosso propósito", disse David Mendes. Um tema que, segundo o mesmo confirmou, foi escolhido precisamente pelas reclamações dos partidos políticos da oposição, sobre a falta de transparência no processo de registo eleitoral em curso no país.

"Tem a ver com isto, porque se você lança a ideia de que o processo não é transparente permanentemente, não se credibiliza o processo - ainda que haja erros vamos tentar corrigí-los e vamos direcionar para aquelas instituições encarregues de corrigir os erros. Se você continua, enquanto poder político, a dizer à população que isto não está bom, que isto não está certo, vai criar abstenção", frisou. 

Abstenção

 "Será que os que estão a concorrer querem abstenção, então ao fazerem discursos que não estimulam as pessoas a registarem-se, a concorrem para o registo, estamos a criar condições para abstenção e os discursos os políticos estão muito mal direcionados e a sociedade civil pode ajudar a direcionar os discursos", adiantou o dirigente da Associação Mãos Livres. 

David Mendes manifestou o seu agrado pelo compromisso assumido pelos líderes da UNITA, Isaías Samakuva, da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, e da FNLA, Lucas Ngonda, partidos da oposição, de respeitarem quais forem os resultados das próximas eleições, num contexto de um processo transparente. "É isso que para nós é importante, esse compromisso, estamos a ir para as eleições, é preciso que as pessoas assumam que as eleições não são o fim único de um sistema democrático", concluiu.

 

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