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Internacional

Oposição pede transparência nas eleições de 2018 no Zimbabué

Os partidos da oposição organizaram, esta quarta-feira (23.03), uma manifestação na capital do Zimbabué para pedir que a Comissão Eleitoral do país seja substituída por organismos internacionais.

Os partidos da oposição do Zimbabué saíram às ruas da capital Harare, esta quarta-feira (22.03), para pedir que a Comissão Eleitoral do país seja substituída por organismos internacionais, com o objetivo de garantir transparência nas eleições de 2018. Segundo os manifestantes, a Comissão Eleitoral do Zimbabué é dominada por membros do Governo e pela União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica (ZANU-PF), partido do Presidente Robert Mugabe.

Manifestação negada

Durante os protestos, os manifestantes provocaram a polícia enquanto caminhavam em direção à sede da Comissão Eleitoral. Os agentes de segurança já lhes haviam negado o direito de realizar a manifestação.

Presente no protesto esteve Douglas Mwonzora, secretário-geral do Movimento para a Mudança Democrática, principal partido da oposição. Aos jornalistas, e após apresentar uma petição nacional à Comissão Eleitoral – a que chama ZEC – o responsável afirmou que o objetivo da manifestação é que "a ZEC seja dissolvida e substituída por um órgão de gestão eleitoral da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, da União Africana ou da ONU".

Anteriormente, o ex-primeiro-ministro Morgan Tsvangirai já havia dito que não queria que as próximas eleições do Zimbabué fossem disputadas como aconteceu no passado.

Todos pareciam estar no caminho certo até a presidente da Comissão Eleitoral, Rita Makarau, se reportar aos partidos de oposição do Zimbabué. A sua declaração surge no seguimento da publicação de um artigo na imprensa que criticava a Comissão Eleitoral por ter permitido ao governo do presidente Robert Mugabe comprar equipamentos de Registo Biométrico de Eleitores para as eleições de 2018 no Zimbabué.

Ouvir o áudio 02:44

Oposição pede transparência nas eleições de 2018 no Zimbabué

"Aceitamos a crítica justa, sim. A crítica equilibrada e justa sempre a receberemos. Abuso... dizemos não a todos: partidos políticos ou qualquer parte interessada. E porque estamos a começar a sentir que as nossas decisões foram mal compreendidas, acreditamos que é hora da Comissão Eleitoral se reunir novamente e ver como nos podemos envolver com os demais interessados", afirmou Rita Makarau.

A oposição acredita que isto poderia dar ao partido de Mugabe uma oportunidade de influenciar listas eleitorais a seu favor, e que a medida compromete a independência da Comissão Eleitoral.

Após a manifestação desta quarta-feira, a oposição deve esperar uma resposta da Comissão Eleitoral do Zimbabué. Em 2002, a União Europeia impôs sanções a Mugabe e aos membros do seu partido ZANU-PF, acusando-os de fraudes eleitorais.

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