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Angola

Oposição angolana debate coligação eleitoral contra MPLA

É preciso unir a oposição angolana para enfrentar o MPLA nas próximas eleições - a proposta é do partido extraparlamentar Bloco Democrático. Mas divisões, interesses pessoais e clima de medo poderão dificultar o plano.

João Baruda, secretário-geral do Bloco Democrático, está convicto: Uma frente eleitoral da oposição contra o partido do Presidente José Eduardo dos Santos será a única forma de poder ganhar as eleições gerais de 2017 em Angola.

"Só com os partidos políticos unidos conseguiremos remover o MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola] do poder e prosseguir com o projeto de democracia, que se quer efetiva", afirma Baruda em entrevista à DW África. "O mal maior de tudo aqui é o MPLA e o seu líder."

O porta-voz do maior partido da oposição, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), revela que os partidos na oposição com assento parlamentar já debatem há algum tempo a criação de uma candidatura única eleitoral.

"O importante agora é procurar-se a forma de estruturação desta plataforma que se propõe aprofundar, diz Alcides Sakala.

Angola Wahlen 2012 Regierungspartei MPLA Wahlkampagne

Confronto com MPLA pode ser dificultado por divisões no seio da oposição

Coligação da oposição é viável?

O político recorda, no entanto, que, no passado, já houve ensaios de coligações da oposição que foram mal sucedidos por falta de sintonia entre os partidos: "Fizemos várias experiências que não resultaram. Verificou-se que, depois destas iniciativas, cada um queria concorrer sozinho."

A ideia de um bloco da oposição nas próximas eleições agrada a Sapalo António, co-fundador e membro do comité permanente do Partido de Renovação Social (PRS). Mas o político também adverte que as questões de ideologia partidária e interesses pessoais poderão dividir a oposição mais uma vez.

"Temos de definir bem as coisas e sermos coerentes, e isso não acontece", diz Sapalo António. "Quais os partidos de direita e esquerda? Muitos partidos continuam a defender poderes centralizados na mão de uma única pessoa - o mesmo que o MPLA defende. Então, que mudanças querem para o país? Nós no PRS queremos descentralização política."

O dirigente dos renovadores sociais denuncia ainda um clima de medo no seio de alguns partidos, que torna a oposição apática no confronto com o MPLA. "Sabemos que este regime já compreendeu que o povo angolano e os partidos políticos são medrosos. Basta serem ameaçados ou que se ponha um cidadão na cadeia para os dirigentes dos partidos políticos sentirem medo", afirma.

A Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) considera, porém, que é preciso ultrapassar estes obstáculos e avançar com a ideia de um bloco da oposição contra o MPLA, nas próximas eleições.

"Ao nível da CASA-CE temos abordado este assunto. Tanto é assim que tivemos as jornadas parlamentares da oposição", diz o secretário na província de Benguela, Francisco Viena. "Mas que passemos à prática deste grande desiderato para o derrube da ditadura em Angola."

Ouvir o áudio 03:38

Oposição angolana debate coligação eleitoral contra MPLA

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