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Guiné-Bissau

ONU junta dirigentes guineenses em busca de estabilidade

A ONU promove hoje e amanhã (27 e 28.04.) um encontro com responsáveis políticos, militares e elementos da sociedade civil da Guiné-Bissau, para discutir os caminhos que possam levar a um pacto de estabilidade do país.

Essas jornadas de reflexão decorrem sob o lema "Necessitamos de Estabilidade", numa altura em que o partido do Governo (PAIGC) e o Presidente da República, José Mário Vaz, não se entendem.

No seu discurso de abertura do encontro que junta mais de 200 convidados, o representante da ONU em Bissau, Miguel Trovoada, disse que a sua instituição "apenas promove o diálogo".

"Não nos cabe a nós, ONU, ou à comunidade internacional dizer aos guineenses o que deve ser feito, apenas promovemos o diálogo", afirmou Trovoada.

während der Geberkonferenz von Guinea-Bissau in Brüssel

Miguel Trovoada, representante da ONU na Guiné-Bissau

O representante da ONU afirmou que "várias tentativas" foram feitas na Guiné-Bissau, visando encontrar mecanismos para a estabilização do país, mas que "nunca havia uma base sólida", o que, afirma, existe nos debates iniciados esta quarta-feira.

Para os encontros que decorrem na sala da plenária da Assembleia Nacional Popular (ANP), a ONU preparou um documento distribuído aos presentes tendo em vista "apresentar subsídios", indicou Miguel Trovada.

No final, pretende-se que os próprios guineenses alcancem um entendimento sobre os mecanismos para a fixação de um pacto de estabilidade para o país, notou ainda o representante da ONU.

Instabilidade na Guiné-Bissau vem de longe

Recorde-se que desde o início da legislatura a questão da estabilidade na Guiné-Bissau tem sido uma grande preocupação nomeadamente da sociedade civil, tendo o ambiente político agravado quando o Presidente, José Mário Vaz, demitiu o Governo em agosto de 2015.

Para complicar ainda mais o cenário, a maioria parlamentar do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) dividiu-se.

Guinea-Bissau Präsident José Mário Vaz

José Mário Vaz, Presidente da Guiné-Bissau

Um grupo de deputados pretende juntar-se à oposição para formar um novo Executivo, aguardando-se novos capítulos deste conflito político quando os trabalhos parlamentares forem retomados, em maio.

Obasanjo desloca-se a Guiné-Bissau para ajudar a ultrapassar crise

O antigo Presidente da Nigéria, Olesegun Obasanjo, deve chegar à Guiné-Bissau entre sexta e segunda-feira para ajudar a ultrapassar a crise política no país.

A informação foi avançada pelo embaixador nigeriano na Guiné-Bissau, Ahmed Majida, a saída de uma audiência com o Procurador-Geral da República (PGR) guineense, António Sedja Man.

Fonte da procuradoria guineense citada pela agência de notícias Lusa disse que Sedja Man convocou os representantes da comunidade internacional para lhes dar conta da situação processual relativa a alguns membros do atual Governo.

À reunião comparecerem os embaixadores do Senegal e da Nigéria, tendo este último, à saída, informado os jornalistas sobre a viagem de Obasanjo a Bissau.

Por

Olusegun Obasanjo, ex-Presidente da Nigéria

O diplomata nigeriano disse ainda que o seu país está empenhado em ajudar a encontrar paz na Guiné-Bissau, mas exortou os guineenses a se empenharem também nesse sentido.

"Toda a gente deve contribuir, a classe politica, a população em geral, todo o mundo, deve contribuir para a resolução desta crise o mais rápido possível, senão pode custar caro ao país sair dela", afirmou Ahmed Majida.

Mandatado pela Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO), Obasanjo já tentou solucionar a crise politica na Guiné-Bissau noutras duas ocasiões, só este ano.



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